Empreender na pandemia: gestão financeira é essencial para manter negócio de pé


A pandemia tem sido um momento particularmente difícil para as empresas brasileiras. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde março de 2020 cerca de 716 mil empreendimentos fecharam suas portas. A maior parte dessas empresas relataram que a decisão se deu pela imprevisibilidade da situação da covid-19 no país. 

Por outro lado, o Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian mostra que cerca de 351 mil novos negócios iniciaram suas atividades em março de 2021. Um crescimento de 17,9% na comparação com o mesmo período de 2020. 

Considerando o período de incertezas econômicas com o abre fecha de negócios, Ricardo Santos, especialista e CEO da ConsulFis Contabilidade Consultiva, afirma que poder contar com meios que tragam segurança ao empreendedor é de suma importância para sobreviver às adversidades. 

“Podemos dizer que a imprevisibilidade são fatos ou situações que acontecem, independente da vontade ou controle do gestor, afetando diretamente o negócio e a saúde da empresa. Nesta situação, ter uma gestão financeira não é uma opção do empresário, é preciso entender que um negócio bem gerido precisa tomar decisões, se planejar ou até mesmo decidir a viabilidade do negócio” destaca. 

Em relação à falta de uma gestão financeira para uma empresa, essa pode gerar algumas complicações. Ricardo pontua que alguns empreendedores a desprezam e, por este motivo, cometem alguns equívocos, como pagar contas da pessoa física na conta da pessoa jurídica. “Esse erro é o mais comum, podemos dizer também que é o mais prejudicial. O empresário acaba misturando as contas, impedindo que o negócio cresça”, analisa. 

Outro destaque negativo que o consultor ainda apresenta, é a empresa ser feita de “caixa eletrônico”. “Por falta de uma boa gestão financeira, alguns empreendedores acabam não definindo um pró labore, que é o salário do sócio. Essa atitude prejudica a prosperidade do negócio no sentido de não permitir uma liquidez na empresa, esgotando os recursos financeiros e a capacidade de investimento do negócio”, alerta. 

Ricardo ainda destaca a falência da empresa como principal consequência causada pela falta de uma boa gestão e planejamento financeiro. “Infelizmente um negócio que fecha as portas deixa várias pessoas sem renda, como funcionários, fornecedores, a comunidade. É uma falência em cadeia”, explica. 

Como dica para garantir que as incertezas não afetem severamente o financeiro da empresa, o consultor Ricardo Santos ainda define que toda empresa deve ter um planejamento financeiro, independentemente do tamanho da empresa.   





Fonte: iBahia