Esposa de Tiago Leifert critica ‘cultura da magreza’ exibida por influenciadores na web



A esposa de Tiago Leifert, Daiana Garbin, usou seu perfil no Instagram para criticar os influenciadores digitais que utilizam das redes sociais para normalizaram a “cultura da magreza”, principalmente após o parto.  Através dos Stories, a jornalista alertou os internautas sobre os hábitos “saudáveis” que são propagados na web e que, na verdade, podem ser sinal de um transtorno alimentar.

“Pessoas que compartilham comportamentos que nem percebem que pode ter semelhança muito grande com transtorno alimentar, como vida fitness, como um exemplo a ser seguido para os milhares de seguidores. Então, cuidado com o que você segue nas redes sociais, algumas pessoas que, como eu, que fiquei mais de 20 anos doente e não sabia, não sabem que essa forma de se relacionar com o corpo e a comida é doentia”, começou dizendo.

E seguiu: “[Influencers] mostram hábitos, o dia a dia e fazem reality show da própria vida e você, que segue, acha que é saudável, que aquilo vai te fazer bem. Então, cuidado com o que você consome todos os dias. Pode ser perigoso. Você permite que todas as pessoas que você segue entrem na sua vida e te digam coisas. Então, cuidado com quem vai seguir, com o que vai acreditar. Como que o vai basear sua vida, sua felicidade, objetivos e metas para serem alcançadas. A gente usa cada vez mais rede social sem saber o impacto que pode causar na gente”.

Na sequência, Daiana revelou que, após a maternidade, ficou mais atenta e preocupada sobre o assunto. “Mulheres que deixam inclusive de amamentar seus filhos para poder tomar remédio para emagrecer, fazer regime, se matar na academia e voltar ao corpo mais rápido possível… E me pergunto: quando a gente normalizou isso? Quando que ficou bonito e legal, e os seguidores apoiarem, quando você volta ao corpo depois do seu parto numa velocidade relâmpago e acham que isso é sucesso. Eu me pergunto. Será que é? O que quer dizer essa necessidade de mostrar um corpo magro tão rápido a ponto de não querer alimentar seu bebezinho”, continuou.

Por fim, ela destacou que não estava fazendo julgamentos e sim usando o espaço para que haja uma reflexão sobre a pauta. “Eu sei que cada mulher tem suas demandas emocionais em reação ao corpo e aparência, eu não sou ninguém para apontar o dedo, porque eu fui doente com a minha imagem corporal e minha necessidade de emagrecimento por muitos anos. Não estou aqui para apontar dedos, mas para a gente pensar juntas”, completou.





Fonte: iBahia