10 livros sobre mulheres inspiradoras e pautas femininas



No último dia 26, foi comemorado o Dia da Igualdade Feminina, que tem como finalidade celebrar as conquistas feitas até então e reforçar que ainda há muito chão pela frente. Pensando nisso, o portal iBahia separou 10 livros de grandes mulheres que revolucionaram – e seguem revolucionando – o mundo, em prol da igualdade. Confira:

O livro apresenta 23 textos de autoras como Djamila Ribeiro, Luísa Marilac, Lola Aronovich, Nana Queiroz, Amara Moira, Jaqueline de Jesus, Lívia Magalhães, Luciana Veloso, entre outras ativistas atuantes na Primavera das Mulheres – que colocou em evidência as novas faces do feminismo na era da Internet. Nos textos, temas como relações no ambiente de trabalho, divisão de tarefas domésticas, machismo, tabus sexuais, parto, legalização do aborto, maternidade e família são discutidos na forma de ensaios acessíveis e introdutórios, que juntos formam um panorama das novas vertentes da discussão sobre gênero atual e sobre os direitos da mulher. Com apresentação da filósofa Marcia Tiburi.

  • Uma autobiografia, de Angela Davis

A Boitempo publica pela primeira vez no Brasil Uma autobiografia, de Angela Davis. Lançada originalmente em 1974, a obra é um retrato contundente das lutas sociais nos Estados Unidos durante os anos 1960 e 1970 pelo olhar de uma das maiores ativistas de nosso tempo. Davis, à época com 28 anos, narra a sua trajetória, da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. A falsidade das acusações contra Davis, sua fuga, a prisão e o apoio que recebeu de pessoas de todo o mundo são comentados em detalhes por essa mulher que marcou a história mundial com sua voz e sua luta.

Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky. Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.

  • Minha História, por Michelle Obama

Com uma vida repleta de realizações significativas, Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos — a primeira afro-americana a ocupar essa posição —, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história. Ao mesmo tempo, se posicionou como uma poderosa porta-voz das mulheres e meninas nos Estados Unidos e ao redor do mundo, mudando drasticamente a forma como as famílias levam suas vidas em busca de um modelo mais saudável e ativo, e se posicionando ao lado de seu marido durante os anos em que Obama presidiu os Estados Unidos em alguns dos momentos mais angustiantes da história do país.

  • Eu sou Malala: A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

  • A sapatilha que mudou meu mundo

Ao longo da trajetória, Ingrid venceu obstáculos, sofreu preconceito e narra neste livro toda a sua caminhada até aqui. “A dança conseguiu motivar meu irmão e eu e nos levar a outras áreas que nos fizeram crescer não só como profissionais, mas como seres humanos. […] Este livro não fala apenas sobre balé. Ele relata a minha vida, o que me levou a ser essa mulher que, hoje, não tem dúvidas sobre a sua importância, sobre o seu lugar no mundo. Espero que você possa se redescobrir e se inspirar por meio da minha trajetória.”, conta a bailarina.

  • O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras

O feminismo é para todo mundo traz a visão de uma das mais importantes feministas negras da atualidade. Eleita uma das principais intelectuais norte-americanas, pela revista Atlantic Monthly, e uma das 100 Pessoas Visionárias que Podem Mudar Sua Vida, pela revista Utne Reader, a aclamada feminista negra Bell Hooks nos apresenta, nesta acessível cartilha, a natureza do feminismo e seu compromisso contra sexismo, exploração sexista e qualquer forma de opressão.

  • Quem tem medo do feminismo negro?

‘Quem tem medo do feminismo negro?’ reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital , entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.

  • Simone de Beauvoir: Uma vida

Símbolo da mulher liberada, os relacionamentos não convencionais de Simone de Beauvoir inspiraram e escandalizaram sua geração. Filósofa, escritora e ícone feminista, ela ganhou prêmios literários de prestígio e transformou a maneira como pensamos sobre gênero e sexo com o livro O segundo sexo. Mas, apesar de todo o seu sucesso, ela se questionava se havia recebido o crédito que, de fato, acreditava merecer. Afinal, por conta de seu lendário caso de amor com o filósofo Jean-Paul Sartre, muitos consideravam que suas opiniões não eram tão genuínas assim – simplesmente inspiradas nas ideias do pai do existencialismo. Muito já se escreveu sobre Simone mas esta nova biografia traz um material inédito, só disponibilizado em 2018, que joga luz sobre essas questões: as cartas que trocou com seu último amante, Claude Lanzmann.

  • As Verdades Que Nos Movem

O comprometimento de Kamala Harris com a verdade vem de sua criação. Filha de imigrantes, Kamala cresceu em Oakland, uma cidade na Califórnia com forte senso de justiça social. Seus pais ― um importante economista jamaicano e uma indiana que se dedicou a pesquisar o câncer ― se conheceram na universidade, em Berkeley, atuando como ativistas no movimento por direitos civis. Durante a adolescência, Kamala nunca escondeu sua paixão pela justiça, e quando se tornou promotora depois da faculdade de direito, rapidamente se estabeleceu como uma profissional inovadora na aplicação da lei americana.





Fonte: iBahia