Setembro Amarelo: campanha reforça ações de prevenção ao suicídio


Foi constatado que setembro é o mês com maior índice de suicídio frente ao ano inteiro e, como sinal de alerta, foi criada esta campanha para levar informação, redobrar  a atenção e auxiliar na educação e compreensão de familiares e amigos sobre como lidar com alguém próximo que apresenta sinais de ideação suicida. Existe ainda muita desinformação sobre os comportamentos, muitas vezes silenciosos, de quem deseja e até planeja o suicídio. “É preciso muita atenção e compreensão para auxiliar, orientar e tratar quem idealiza” afirma o psicólogo Rafael do Vale.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

A depressão é um fator muito comum para quem apresenta ações suicidas.

Pensamentos de autodepreciação, o término de um relacionamento, a dependência de álcool ou drogas, a morte de um ente querido, a perda de um emprego ou dificuldades financeiras, enfim, situações em que a pessoa não vê formas de resolver, a ponto de gerar desespero, são as causas mais comuns para quem, infelizmente, comete suicídio.

Tem-se percebido também muitos casos de suicídio entre pessoas jovens que possuem histórico com poucas frustrações consequentemente também têm baixa tolerância decepções e fracassos. Estes jovens quando estão em uma situação de revés não possuem habilidade para lidar com seus sentimentos e acreditam que o suicídio é a única forma de acabar com a dor que sentem.

De acordo com Rafael do Vale, alguns comportamentos são comuns, mas não são os únicos e não são representam a regra. É preciso manter a atenção, observar, ouvir e conversar com quem você acredita ter ideações suicidas.

Rafael do Vale listou alguns sinais para se observar: escrever cartas de despedida; falar repentinamente sobre a morte e suicídio, mesmo que em tom de brincadeira; comportamento muito retraído a ponto de apresentar dificuldades de se relacionar com amigos e familiares; doenças psiquiátricas; sentimentos de desesperança e impotência.

Como dito na semana passada, os jovens podem apresentar baixa tolerância a frustração e esse pode ser um sinal importante para manter a atenção sobre os comportamentos da pessoa.

Como ajudar uma pessoa que fala sobre suicídio?

Quem idealiza o suicídio tem uma dor muito grande que vê, dessa forma, uma saída, um jeito de amenizar o sofrimento.

Por isso a conversa, a escuta, o respeito sobre os sentimentos, a empatia e a calma são tão importantes. Já existe muito julgamento na cabeça dela e dor o suficiente para que a vida não tenha mais importância, então acrescentar esses elementos não ajudará em nada, principalmente se você não houver disposição para entender por que o sofrimento é tão grande, mesmo que não faça sentido num primeiro momento.

Converse com todos os familiares, leve a sério se a pessoa fizer ameaças contra a própria vida, minimize ou remova meios que possam levar ao suicídio, demonstre cuidado e busque ajuda profissional, principalmente para quem tem as ideações e seus familiares.





Fonte: iBahia