Dia do supermercado: entenda a alta dos preços e como economizar


Não está fácil ir ao supermercado e já virou rotina na vida dos brasileiros pagar mais e sair com menos produtos. A conta não bate com o dinheiro disponível e o jeito é substituir ou deixar de comprar o que antes fazia parte da alimentação no dia a dia. Economia virou a palavra-chave na hora das compras.

Apesar de ser uma tendência global, o aumento dos preços dos alimentos no Brasil sofreu um impacto ainda maior por uma série de razões. Segundo o economista e membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Paulo Dantas, há 3 fatores responsáveis por essa desestruturação nas cadeias de suprimentos e logísticas: (1) a má distribuição dos bens e serviços; (2) a desvalorização do real frente ao dólar, uma vez que são importados alimentos como soja, milho e trigo; e (3) incerteza política, que cria insegurança no setor produtivo de quem oferta os produtos.

Este processo inflacionário resulta no aumento continuo dos preços. No mês de outubro, por exemplo, a variação no setor de alimentos e bebidas em Salvador foi de 1,03%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa um aumento em relação ao mês anterior, quando a taxa era de 0,54% para o mesmo setor.

“No processo inflacionário quase todos perdem. Mas alguns setores conseguem se proteger com mais segurança que outros. No que diz respeito ao setor de ponta, de comércio, as próprias redes de supermercado tem uma possibilidade muito grande de saírem sem grandes perdas num processo como esse. Basta fazer um adequado processo de compra e venda”, pontuou Dantas.

Com os preços mais caros e os salários estagnados, consumidores têm buscado fazer concessões na hora das compras. Além de comprar em menor quantidade, a substituição dos alimentos têm sido uma opção. Diferentes formas de economizar é fundamental para enfrentar o período. Por conta disso, o iBahia traz agora cinco dicas do economista Paulo Dantas para economizar na hora de fazer o mercado. Confira:

1. Programação Financeira

Para fazer com que o mercado caiba na conta final do mês, é fundamental fazer uma programação e ter noção da realidade financeira individual. O orçamento é uma ótima forma de se organizar e visualizar o quanto é possível gastar no período em questão. Coloque tudo na ponta do lápis!

2. Programação na hora das compras

“Neste caso cabe a velha e tradicional pesquisa, onde está os melhores preços”, destacou o economista. Procure! Antes de ir ao supermercado, compare preços de diferentes redes para saber o que se adequa melhor à sua realidade. Mas atenção: não esqueça de somar as variáveis, como distância e transporte. Busque as ofertas com consciência.

3. Compra por atacado

Pode acontecer de, algumas vezes, a compra por atacado sair mais em conta. “Quando é possível fazer um grupo de vizinhos, parentes, amigos e buscar distribuidoras que possam vender em atacado, é possível conseguir bons preços, desde que a quantidade seja mais expressiva”. Para que funcione bem, a pesquisa deve ser feita antes, como indicado acima.

4. Preservar alimentos

Alimentos como grãos e materiais de limpeza podem ser preservados por mais tempo. Se comprados em quantidade, é possível ter uma durabilidade maior e gerar uma economia na compra do mês seguinte. Mas, atente-se para o uso.

5. Armazéns e Feiras
“As pesquisas de preços devem ser mais amplas. As feiras livres são locais com formação de preços que se aproximam mais da realidade”, lembrou Dantas. Portanto, vale a pena conferir o valor dos produtos nestes locais. Verduras e legumes tendem a ter um preço mais em conta nas feiras de rua. Não esqueça de fazer um orçamento.

*Sob supervisão e orientação da repórter Mayra Lopes





Fonte: iBahia