Piso de sala desaba no Hospital da Ufba; local será periciado


Piso de sala desaba no Hospital Universitário da Ufba (Foto: Reprodução/g1 Bahia)

Na última sexta-feira (14), parte do piso de uma sala, no subsolo do Hospital Universitário Professor Edgar Santos (Hupes), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), cedeu. Ninguém ficou ferido. 

Segundo denúncias recebidas pelo g1 Bahia, pacientes eram atendidos no local, uma semana antes do desabamento. 

Os atendimentos foram transferidos para outra parte do prédio, depois de uma reclamação da equipe do hospital. De acordo com o g1 Bahia, eles afirmaram que o barulho de uma obra, que começou em novembro do ano passado, prejudicava os pacientes. 

Em nota, o Hupes disse que os consultórios localizados no primeiro piso do hospital tinham sido isolados desde 6 de janeiro. Ainda segundo o comunicado, eles foram transferidos para outras unidades no segundo e terceiro andar do prédio. 

O Hurpes informou que realiza perícia no local e a área se encontra isolada, desde quarta-feira (12), sem qualquer trânsito de funcionários, pacientes ou visitantes. Não há prejuízo das atividades assistenciais. 

De acordo como o g1 Bahia, alguns funcionários do hospital têm apresentado preocupação com a situação do prédio em que trabalham. 

“Desde o final de novembro, não sei precisar quando começou essa obra, que ficava no setor de nutrição do Hupes. Só que a obra passou a afetar a ala onde ficavam os pacientes com quimioterapia e ficava uma sala de procedimentos”, contou uma testemunha ao g1. 

Segundo as denúncias, a obra causava barulho e “vibrações” no ambiente. 

“Ninguém conseguia ouvir nada, procuramos o setor de saúde ocupacional e de saúde do trabalhador, mas a resposta era sempre que o permitido de barulho era 80 decibéis. E ninguém nunca foi lá sequer verificar esse barulho”.

As testemunhas informaram que o local chegou a receber 50 pacientes que eram atendidas no ambiente e faziam sessões de quimioterapia. 

“Até que na semana do dia 6, veio um barulho muito forte, aí abriram uma colunas. Fizemos muita reclamação e conseguimos ser transferidos parcialmente em duas alas de enfermaria”, relatou.

A denúncia ainda afirmou que apesar da mudança de local, a recepção do hospital continuou funcionando na sala do desabamento, assim como a triagem da enfermagem. 

“E esse era um local que não tinha nem peso. Existem salas com aparelhos de toneladas como a radiologia. O que garante que isso não corre risco?”, questionou um denunciante em entrevista ao g1 Bahia. 

“O que garante que não tem mais situações desse tipo? Do lado de fora, pela escola de Enfermagem, é possível ver uma rachadura enorme no prédio”, concluiu.





Fonte: iBahia