Criado por startup baiana, filtro para ar condicionado ajuda a minimizar risco de doenças



Em um mundo que ainda se recupera de uma pandemia viral, o ar condicionado pode ser um risco para a saúde, já que seu funcionamento não promove a troca de ar no ambiente e deixa partículas que podem estar contaminadas em suspensão, como os chamados aerossóis.

Com o turbilhonamento e a recirculação do ar em ambientes com equipamentos para climatização, o efeito aerossol é potencializado e aumenta o risco de contágio por vírus, fungos e bactérias.

Como alternativa para minimizar esse risco, a Startup Baiana Salvar tem se destacado na produção de filtros para ar condicionado com capacidade de inativar até 99,99% de vírus, incluindo o novo coronavírus, e reter até 70% de fungos e bactérias existentes em ambientes fechados e climatizados.

Segundo Loyola Neto, CEO da Salvar, a maioria dos aparelhos de ar condicionado não tem filtros ou retém apenas partículas grandes de poeira, já as micropartículas virais acabam se mantendo por longos períodos circulando no ambiente. 


Registrado como patente de invenção, o filtro foi desenvolvido pelo Senai Cimatec com apoio da EMBRAPII [Foto: divulgação]

“O filtro SalvAr é uma solução que ajuda a minimizar os riscos de contágio da Covid-19 e diversos problemas de doenças respiratórias como: gripes, rinite, sinusite, alergias, pneumonias e infecções fúngicas. Isso acontece graças a sua tecnologia ultra filtrante e capacidade de inativação dos vírus”, ressalta Loyola.

Registrado como patente de invenção, o filtro foi desenvolvido pelo Senai Cimatec com apoio da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), e passou por testes em laboratórios da Unicamp, UFU e Controlbio.

O filtro biocida e anti-covid da SalvAr é bastante versátil e pode ser adaptado para diferentes modelos de climatizadores, inclusive de automóveis, onde já foi testado em ônibus de Salvador.

O equipamento produz um ambiente com ar mais puro e saudável, atendendo a uma demanda global, não só da pandemia, mas da chamada “Síndrome do Edifício Doente” (SED), definida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um conjunto de doenças causadas ou estimuladas pela poluição do ar em espaços fechados.

Loyola Neto é CEO da SalvAr [Foto: divulgação]

Segundo a OMS, pelo menos 30% das edificações em todo o mundo sofrem de SED. No Brasil, este número pode chegar a 50%.

Com essa iniciativa, a startup SalvAr foi uma das finalistas da VII Edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury, participou da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília e do Salvador Startup Summit, onde foi uma das três vencedoras do Acelera+ Bahia, programa realizado pelo Sebrae em parceria com a Rede+. 





Fonte: iBahia