Motorista de ônibus escolar que atropelou jovem está regular, diz prefeitura

A prefeitura de Paripueira emitiu uma nota alegando que o motorista que conduzia o ônibus escolar envolvido no atropelametno que vitimou Ane Caroline dos Santos Valério, de 23 anos, estava regular com as exigências necessárias para atuar na profissão. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o motorista possuía habilitação da categoria D, que permite dirigir…

A prefeitura de Paripueira emitiu uma nota alegando que o motorista que conduzia o ônibus escolar envolvido no atropelametno que vitimou Ane Caroline dos Santos Valério, de 23 anos, estava regular com as exigências necessárias para atuar na profissão.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o motorista possuía habilitação da categoria D, que permite dirigir ônibus e também possui formação em um curso de capacitação para transporte coletivo de passageiro e transporte escolar. Ele ficará afastado das funções até a conclusão do inquérito.

Protestos

Apesar das alegações do órgão municipal, familiares e amigos de Ane Caroline, além de pessoas que ficaram sensibilizadas com o caso, fizeram um novo protesto durante a manhã desta sexta-feira (18) pedindo justiça.

Os manifestantes interditaram os dois sentidos em um trecho da rodovia AL 101 Norte e utilizaram faixas e megafones para cobrar ações por parte das autoridades competentes.

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Versões do acidente

Segundo a assessoria da prefeitura, testemunhas teriam relatado que quando o condutor iniciou a manobra, a vítima, Ane Caroline, teria tentado ajudar a criança que estava atrás do ônibus. Nesse momento a mulher teria corrido e caído no chão, ficando num ponto em que não era possível ser vista pelo retrovisor. Ainda segundo a versão do governo municipal, sinais sonoros e de luz do ônibus estavam funcionando normalmente.

Já a família da jovem, em entrevista, contou que a mulher estava parada junto ao sogro na rua quando o veículo começou a dar ré. Pessoas teriam gritado para alertá-la, pois não havia aviso sonoro, mas ela não percebeu e acabou sendo atingida. Nessa versão, a filha de 5 meses teria sido salva por um vizinho que a retirou dos braços da mãe pouco antes dela ser atingida também.

Homicídio culposo

Robervaldo Davino, delegado que está acompanhando o caso, explicou que os casos que envolvem mortes por atropelamento são consideradas como homicídio culposo. “Em tese todo e qualquer acidente com veículo que causa morte é considerado homicídio culposo. Vai haver uma investigação, vamos analisar tudo, tomar os depoimentos de todas as pessoas que participaram do fato de forma direta ou indireta para que possamos entender as circunstâncias da morte de Ane Caroline”, disse o delegado.

Fonte: Alagoas24horas