Corpos de garotos que morreram afogados na praia da Ribeira são enterrados em Salvador



As cerimônias foram realizadas por volta das 16h. Dezenas de amigos e familiares dos garotos participaram dos enterros. Todos estavam abalados com a situação. 

Nas redes sociais, amigos e familiares deixaram mensagens de luto. “Que dor, Deus”, comentou uma amiga dos meninos. “Tô ainda sem acreditar”, disse um amigo. “Vai com Deus”, escreveu um familiar de Cauã.

Cauã Santana de Carvalho e Caíque Xavier Bipos eram amigos e moravam no bairro de Pernambués. Os adolescentes tinham ido para a Ribeira para passar a tarde com um outro amigo, que também se afogou, mas foi resgatado a tempo por populares. 

A situação aconteceu na sexta-feira (22). Familiares de Caíque e Cauã contaram para a TV Bahia que os dois não sabiam nadar e não tinham contado que iriam para a praia. 

O pai de Cauã disse em entrevista que o filho falou que iria tomar banho de piscina na casa do amigo, mas não mencionou a praia.

“Não ia tomar banho de mar. Ia tomar banho de piscina. Foi o conversado comigo e com a mãe dele. Que ia tomar banho de piscina na casa do amigo. Aí, em casa, a gente recebeu a notícia do que tinha acontecido [o afogamento]”, disse Reginaldo de Jesus, pai de Cauã. O menino era filho único.

Conforme relato de pessoas que trabalham em barracas à beira mar, por volta das 17h, os dois adolescentes jogavam futebol na quadra que fica ao lado da praia, na companhia do amigo, que mora na Ribeira, e depois da partida os três entraram na água para tomar banho, mas acabaram se afogando. 

Testemunhas disseram que, no momento em que os garotos se afogaram, o mar estava aparentemente tranquilo, e que o trio não estava em uma área funda, mas caiu em um buraco, conhecido por quem costuma frequentar a região. Isso teria provocado os afogamentos.

Os trabalhos de busca e resgate pelos corpos dos adolescentes que morreram duraram cerca de três horas e se estenderam até a noite, o que complicou o trabalho das equipes, pela falta de visibilidade. 

Além disso, de acordo com o major Luciano Alves, que é comandante do Grupamento Marítimo dos Bombeiros e atuou no resgate dos corpos das vítimas, “a geografia do local atrapalhou, porque tem muita lama, é perto área de mangue, e tem muitas algas”.





Fonte: iBahia