No Dia do Trabalhador, servidores municipais preparam protesto na cadeira gigante do JHC

Parece que a gestão do prefeito João Henrique Caldas não é tão perfeita quanto mostra as campanhas publicitárias da Prefeitura de Maceió. Desde o início deste mês, servidores da rede municipal de educação seguem realizando manifestações contra o Executivo Municipal e um novo protesto está previsto para acontecer no próximo domingo, 1º, Dia do Trabalhador,…

Sinteal

Parece que a gestão do prefeito João Henrique Caldas não é tão perfeita quanto mostra as campanhas publicitárias da Prefeitura de Maceió. Desde o início deste mês, servidores da rede municipal de educação seguem realizando manifestações contra o Executivo Municipal e um novo protesto está previsto para acontecer no próximo domingo, 1º, Dia do Trabalhador, em frente à cadeira gigante, nova sensação turística da praia de Ponta Verde.

Na manhã desta quinta-feira, 28, a categoria realizou um ato público pelas ruas do Centro de Maceió a fim de chamar a atenção da população para o descaso da Prefeitura com os serviços públicos. Eles cobram ainda o reajuste salarial de 16% (para recomposição de perdas e ganho real).

Com faixas, cartazes, bandeiras e falas indignadas, profissionais da Educação, Saúde, Segurança Pública e Administração saíram em caminhada pelas ruas do Centro e foram até a porta das Secretarias Municipais de Gestão e Finanças. Por conta da manifestação, o trânsito ficou lento em alguns pontos do Centro de Maceió.

Com a saída do secretário Municipal de Educação, Elder Maia anunciada hoje, a presidente da Siteal, Consuelo Correia, disse que espera que o novo gestor da pasta tenha mais respeito com a categoria. “Esperamos que o novo secretário tenha mais habilidade e respeito com os servidores no quisito cumprimento de prazos.  Não estamos pedindo favor. Já  são pautas garantidas nas nossas legislações. O prefeito fez campanha usando os servidores públicos, prometeu valorização e agora chega com esses vergonhosos 3%”, disse Consuelo. 

Ao microfone, duas mães de alunos deram tristes depoimentos, sobre a dificuldade enfrentada na escola. Uma delas com duas crianças autistas que estão fora da escola por falta de estrutura física e de auxiliar de sala.

Cláudia Galvão/Alagoas24Horas

O protesto foi encerrado no final da manhã. “Quem vai dizer se teremos greve é o governo municipal. Esperamos que essa reunião de hoje represente avanços, e não mais uma falácia com justificativas para negar o que é nosso de direito. Estamos unificados e fortalecidos, contamos com o bom senso do prefeito para evitar que a situação piore, mas se for preciso vamos até o fim”, disse Consuelo.

A atividade também fez parte do Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Educação, durante a 23ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela CNTE. Girlene Lázaro, dirigente da CNTE, reforça a pauta. “Estamos lutando por um projeto educação que garanta uma nação soberana. A soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado com bases sólidas e democráticas, com o financiamento assegurado e um PNE – Plano Nacional de Educação restabelecido. Hoje os sindicatos de todo o país estão reforçando essa pauta, um outro país é possível”.

Fonte: Alagoas24horas