A Santa Casa de Misericórdia de Penedo divulgou uma nota oficial de esclarecimento na sequência de acusações feitas por um programa de rádio, que sugeria uma responsabilidade institucional pela morte da paciente Juliana Dark Pereira dos Santos. A instituição nega qualquer negligência ou mau procedimento e repudia fortemente as alegações.

Juliana, que estava grávida de quatro meses, foi admitida na Santa Casa na manhã de 23 de julho de 2023. Ela foi atendida pelo Dr. Giovanni Capitulino da Silva Santos, um obstetra experiente, após apresentar sangramento. A paciente infelizmente sofreu um aborto espontâneo no decorrer do dia, após o qual foi realizada uma curetagem, procedimento padrão nesse tipo de situação.

De acordo com a nota, o procedimento correu sem intercorrências, e Juliana foi enviada para descansar. Mais tarde, no entanto, o seu quadro clínico piorou. O médico de plantão solicitou uma vaga para a paciente em uma unidade de suporte de alta complexidade através do sistema CORA.

Enquanto aguardava a chegada da ambulância do SAMU, a paciente, infelizmente, veio a óbito, um evento trágico que a Santa Casa declara “poderia acontecer com qualquer ser vivo”.

A Santa Casa de Penedo insiste que seguiu todos os procedimentos médicos necessários e que o quadro clínico da paciente foi tratado com a maior urgência e cuidado possível. Segundo a nota, a solicitação de vaga através do sistema CORA foi feita às 16:38, a confirmação da vaga na Santa Mônica foi recebida às 16:52, o SAMU foi contactado às 17:06, mas só chegou à unidade às 19:18, devido a outras ocorrências. Infelizmente, a paciente veio a óbito às 18:55.

A Santa Casa também mencionou que a equipe médica estava completamente disponível no dia do incidente e que os casos de alta complexidade são encaminhados para unidades de referência, como o Hospital Universitário e a Santa Mônica.

Por fim, a Santa Casa de Misericórdia de Penedo expressou seu repúdio às alegações feitas na rádio por indivíduos sem conhecimento técnico ou científico e com intenção aparente de denegrir a imagem da unidade hospitalar e de seus profissionais. A instituição classificou tais acusações como “desprovidas de responsabilidade”.