Bancas questionam projeto básico do Concurso Unificado; o que vai acontecer com o edital?


O Concurso Unificado está na fase de escolha da banca. Empresas criticam o projeto básico do Enem dos Concursos

Em fase de escolha da banca, este pode ser um dos motivos que o edital do concurso unificado ainda não foi liberado, o questionamento das bancas organizadoras sobre o projeto básico do Enem dos Concursos.

Afinal, o que está errado de acordo com as empresas? Confira todos os detalhes a seguir.

Desafios no “Enem dos Concursos”: Projeto Básico Pode Atrasar Cronograma

O andamento do Concurso Nacional Unificado (CNU) enfrenta obstáculos, especialmente relacionados ao projeto básico do concurso, podendo impactar o cronograma do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Questionamentos do Idecan: Termo de Referência Requer Mais Detalhes

O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), uma das bancas convidadas, levantou dúvidas sobre o termo de referência, indicando a necessidade de informações adicionais. O aguardo por respostas do governo adiciona incertezas ao processo de contratação da banca organizadora.

Cinco Bancas 

Apesar dos desafios, apenas cinco bancas organizadoras continuam na disputa: Cebraspe, FGV, Cesgranrio, Iades e IBFC. A definição da banca organizadora, crucial para o andamento do “Enem dos Concursos”, está programada para este mês de novembro.


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Contratação da Organizadora Até 22 de Novembro

Conforme o regulamento do Concurso Unificado, a contratação da banca organizadora deve ocorrer até 22 de novembro. Este prazo estabelece as bases para a publicação do edital, a aplicação das provas e a organização do evento, que promete ser um marco nos concursos públicos.

O CNU seguirá o formato do Enem, apresentando uma prova única de conhecimento para todos os cargos. Após essa etapa, os candidatos terão a oportunidade de concorrer dentro de blocos temáticos, ampliando as possibilidades de escolha.

Mais de 6.640 Vagas para o concurso unificado

Com uma oferta total de 6.640 vagas em níveis médio e superior, o Concurso Unificado atraiu a participação de mais de 20 órgãos públicos. A primeira edição promete ser abrangente e desafiadora, marcando uma nova era nos concursos públicos no país.

O governo dá um passo inovador com o Concurso Nacional Unificado, visando centralizar os concursos autorizados em 2023 e tornar o acesso ao serviço público mais democrático.

Em um movimento inspirado no Enem, as provas não serão restritas apenas às capitais dos estados. A descentralização geográfica promete ampliar as oportunidades e facilitar a participação de candidatos de diferentes regiões.

A grande inovação está na possibilidade de concorrer a vagas em mais de um cargo, tudo isso pagando apenas uma taxa de inscrição. Uma abordagem mais acessível e inclusiva para os aspirantes a servidores públicos.

Previsões para Edital, Provas e Resultados

O cronograma do Concurso Nacional Unificado já está delineado, proporcionando transparência aos candidatos:

  • Edital: Previsto para 20 de dezembro de 2023, anunciando as oportunidades e os requisitos.
  • Provas: Até março de 2024, permitindo a preparação adequada dos participantes.
  • Resultado Final: Até maio de 2024, marcando o desfecho da etapa unificada.
  • Cursos de Formação: Quando cabível, até julho de 2024, preparando os futuros servidores para suas responsabilidades.
  • Posse dos Novos Servidores: Até agosto de 2024, consolidando a entrada dos aprovados no serviço público.
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Bancas questionam projeto básico do Concurso Unificado; o que vai acontecer com o edital? Imagem: Reprodução

 

O secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Pereira Cardoso Júnior, adianta uma novidade empolgante: a publicação de um edital por bloco temático. Uma abordagem que promete atender a diversos interesses e áreas de conhecimento.

Escolha de Carreiras Dentro do Bloco Temático

A inovação vai além: dentro do bloco temático escolhido, os candidatos poderão listar, por ordem de prioridade, as carreiras desejadas. Isso possibilita a participação em mais de um processo seletivo, pagando apenas uma taxa de inscrição, desde que os requisitos necessários sejam atendidos.

Roberto Pojo, secretário de Gestão e Inovação do Governo Federal, revela uma mudança significativa na abordagem das provas do Concurso Nacional Unificado. Em entrevista à Folha de São Paulo, Pojo destaca a intenção de reduzir o foco na memorização e “decoreba” de conteúdos.

Novos Critérios de Avaliação do concurso unificado

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos busca captar habilidades diversas dos candidatos, com ênfase na capacidade analítica. Pojo enfatiza que a alteração visa avaliar aspectos mais abrangentes, indo além do conhecimento específico de leis, muitas vezes não diretamente aplicado no cotidiano de trabalho.

Essas mudanças do concurso unificado visam ampliar a diversidade entre os candidatos, reconhecendo que o formato tradicional pode favorecer quem tem tempo integral para dedicar aos estudos. Pojo destaca a importância de evitar uma competição desleal entre aqueles que podem se dedicar exclusivamente aos concursos e aqueles que precisam equilibrar o estudo com outras responsabilidades.

O Concurso Nacional Unificado surge não apenas como uma oportunidade de ingresso no serviço público, mas como um agente de mudança no cenário dos concursos, promovendo equidade e valorizando habilidades essenciais para o serviço público

Órgãos do concurso unificado

Os órgãos que vão participar do concurso unificado são:

  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): 895 vagas;
  • Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas): 502 vagas;
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária): 742 vagas;
  • Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária): 440 vagas;
  • Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia): 80 vagas;
  • MTE (Ministério do Trabalho e Emprego): 900 vagas;
  • Ministério da Saúde: 220 vagas;
  • AGU (Advocacia Geral da União): 400 vagas;
  • Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar): 40 vagas;
  • Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica): 40 vagas;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): 30 vagas;
  • ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): 35 vagas;
  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços): 110 vagas;
  • MCTI em partes (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação): 296 vagas;
  • MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública): 130 vagas;
  • MinC (Ministério da Cultura): 50 vagas;
  • MEC (Ministério da Educação): 70 vagas para ATPS;
  • MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania): 40 vagas;
  • MPI (Ministério dos Povos Indígenas): 30 vagas;
  • MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento): 60 vagas;
  • MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais: 1.480 vagas;
  • Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira): 50 vagas.

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Fonte: Notícias Concursos