Abel Braga relata episódio com a máfia na França, monta time dos sonhos e lamenta vice no Brasileirão | futebol

Vou compartilhar uma experiência curiosa que aconteceu após um jogo em Marselha. Naquela noite, decidi levar minha esposa para jantar em vez de participar da recepção tradicional do clube, que sempre ocorria independentemente do resultado da partida. Quando abordei o capitão da equipe, expliquei que preferia um momento a dois, já que estava tarde – por volta das nove e meia. Ele sugeriu um restaurante específico, mas ao chegarmos, o local parecia fechado, sem nenhuma identificação, embora víssemos movimento interno.

Ficamos esperando do lado de fora até que um funcionário nos atendeu, inicialmente dizendo que não estava aberto ao público. Respeitei a decisão e estava prestes a ir embora quando, surpreendentemente, ele nos chamou de volta e nos convidou a entrar. Aproveitamos um jantar tranquilo: pedi um vinho e pratos simples, como uma boa carne, sem pressa. Quando pedi a conta, fomos informados que já havia sido paga por outros clientes do estabelecimento. Agradecemos pela gentileza e seguimos nosso caminho.

No dia seguinte, durante o treino, o capitão perguntou como havia sido a experiência. Contei sobre o jantar e a surpresa de não precisar pagar. Foi então que ele revelou: os homens que cobriram nossa conta eram conhecidos seus, pertencentes a um grupo influente – bem-vestidos e discretos. A situação, que parecia apenas um gesto de cortesia, ganhou um contexto inesperado, mostrando como pequenos detalhes podem esconder histórias por trás.