Diante das restrições impostas, a dirigente do clube começou a enxergar a situação como uma forma de retaliação devido ao seu posicionamento no recente processo eleitoral da entidade máxima do futebol nacional. Durante a disputa, ela havia declarado apoio a um dos candidatos, que acabou conquistando o respaldo de mais de duas dezenas de federações estaduais, além de dez agremiações de elite, situação que teria enfraquecido significativamente as chances do adversário. Em declaração recente, a representante da instituição esportiva voltou a defender publicamente essa interpretação, reforçando a percepção de que as medidas restritivas estariam diretamente relacionadas ao seu alinhamento político-institucional no pleito. A avaliação internalizada pela executiva sugere uma conexão entre as sanções aplicadas e o contexto das eleições, onde seu grupo obteve vantagem decisiva ao assegurar amplo apoio do segmento estadual e parte expressiva do setor clube. A fala pública reproduziu a convicção de que as ações restritivas configurariam represália pelo papel desempenhado no processo democrático da entidade. Essa interpretação ganhou força após a divulgação dos resultados eleitorais, que mostraram o candidato apoiado pela dirigente com vantagem expressiva em número de coligações estratégicas no cenário futebolístico.


