Não foi por acaso, essa pausa fez bem. A vontade de pegar ondas voltou com força. Antes da lesão, o surf era quase mecânico, como uma obrigação, algo que fazia por hábito, sem pensar muito. Mas fazia tempo que não sentia aquela emoção genuína, aquele frio na barriga de quando era criança, a expectativa de entrar na água e se conectar com o mar, de dividir as ondas com amigos, rindo e se divertindo. Aquele momento simples, mas tão especial, tinha ficado esquecido. Quando voltou a surfar, mesmo em uma piscina de ondas, a sensação foi de redescoberta, como se o mar o chamasse de volta, reacendendo uma paixão que parecia adormecida. A alegria pura de estar ali, presente, corpo e mente em sintonia com cada movimento, fez perceber o quanto o surf vai além do esporte—é uma experiência que renova a alma.


