A equipe do Grêmio obteve apenas dois triunfos em dez partidas disputadas sob o comando do atual técnico. Os resultados positivos ocorreram em confrontos distintos do Campeonato Brasileiro: o primeiro contra o Santos, no início de maio, e o mais recente, diante do Bahia. Entre essas vitórias, houve um período de quatro empates e uma derrota, revelando uma equipe que enfrentou dificuldades ofensivas, dependendo de eficácia pontual e alguma sorte para marcar gols. Enquanto isso, a defesa se manteve sólida, aproveitando as falhas dos adversários na finalização.
Apesar de marcar apenas um gol em cada uma dessas partidas, o setor defensivo foi fundamental para evitar resultados adversos. Qualquer deslize poderia comprometer o equilíbrio precário demonstrado pelo time. Nas duas vitórias, o Grêmio conseguiu manter a invencibilidade, melhorando um dos aspectos mais criticados no período anterior. Desde a chegada do novo treinador, há pouco mais de um mês, a equipe sofreu nove gols, metade do número registrado nas últimas dez partidas sob o comando do técnico anterior.
Os dois triunfos também foram marcados por um maior volume de desarmes em relação aos adversários. As estatísticas mostram que o Grêmio se sobressaiu nesse aspecto, mesmo com uma posse de bola menor. No jogo contra o Bahia, por exemplo, o time teve apenas 50% de posse, enquanto o adversário dominou 50%, mas com um volume quase três vezes maior de passes (582 contra 270). Além disso, o Bahia finalizou 14 vezes, enquanto o Grêmio teve apenas nove tentativas, das quais apenas duas chegaram ao alvo.
Outro dado relevante foi a distribuição da posse de bola. De acordo com análises pós-jogo, grande parte do domínio do Grêmio ocorreu no campo adversário, ao contrário do Bahia, que manteve a bola mais em seu próprio campo defensivo, o que diminuiu sua capacidade ofensiva. Esse detalhe foi destacado pelo técnico como um fator estratégico, mostrando que nem sempre a maior posse se traduz em mais perigo.
Um dos fatores decisivos para as vitórias foi a eficiência nas poucas oportunidades criadas. No jogo contra o Santos, apenas um dos três chutes a gol resultou em um tento. Já contra o Bahia, dos dois remates no alvo, um foi convertido em um pênalti. O treinador admitiu que, diante das circunstâncias, priorizar resultados imediatos é mais importante do que um futebol vistoso, mas garantiu que, aos poucos, a equipe buscará um estilo mais ofensivo.
A torcida, segundo ele, tem entendido a necessidade desse momento de transição, preferindo vitórias modestas a performances mais atraentes sem resultados concretos. O clube segue em busca de uma evolução gradativa, equilibrando solidez defensiva e maior poder ofensivo para enfrentar os próximos desafios.


