O Campeonato Alagoano de 2026 será marcado por uma nova geração de treinadores. A média de idade dos técnicos confirmados para a próxima edição é de 44 anos e 6 meses, a menor dos últimos três anos e uma queda significativa em relação a 2025, quando era de 48 anos e 2 meses. A tendência reforça o movimento dos clubes que têm apostado em profissionais jovens, estudiosos e com ideias modernas.
Entre os exemplos mais simbólicos estão CSE e Cruzeiro-AL, que confiaram seus elencos aos finalistas do Alagoano Sub-20. Adriano Rodrigues comandará o CSE, enquanto Humberto da Silva, campeão da categoria, fará sua estreia entre os profissionais pelo Cruzeiro. Ambos representam o perfil emergente de treinadores que ganham espaço no futebol local.
Penedense e Coruripe também apostaram em nomes dessa nova geração. Alysson Dantas, de 44 anos, e Bebeto Moraes, de 41, conhecem bem o estadual e chegam com a missão de transformar boas ideias em resultados. No ASA, Dico Woolley, de 43, tenta conduzir o clube de volta aos títulos após quatro temporadas de jejum.
O CSA vai na contramão da juventude e terá o técnico mais experiente da competição: Itamar Schülle, de 58 anos. Já o Murici será comandado por Gabriel Teixeira, de apenas 34, o mais jovem do torneio e filho de Celso Teixeira, nome conhecido no futebol alagoano. O CRB ainda não definiu se Eduardo Barroca seguirá no cargo.
Com perfis tão diferentes, o estadual de 2026 coloca lado a lado novos projetos e velhas ambições. Há quem busque afirmação, como Humberto e Gabriel, e quem jogue pela consolidação, como Dico e Bebeto. A disputa promete ser intensa também fora das quatro linhas e talvez o título passe justamente por quem melhor souber equilibrar juventude, leitura de jogo e gestão de grupo.
com Gazetaweb



