O delegado adjunto da 7ª Delegacia Regional de Penedo, Rodrigo Missano, falou à TV Gazeta de Alagoas sobre a prisão preventiva do policial militar acusado de matar a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos. A entrevista foi exibida no AL2 e trouxe novos esclarecimentos sobre as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Segundo o delegado, assim que a Polícia Civil tomou conhecimento do feminicídio, equipes se deslocaram imediatamente até a residência onde o crime ocorreu, por meio da unidade de atendimento ao local de crime. O objetivo inicial era realizar a prisão em flagrante do suspeito e iniciar as diligências necessárias para a apuração dos fatos. No entanto, a prisão em flagrante não foi possível naquele momento.
Diante da situação, foi determinada a instauração imediata do inquérito policial. Pouco depois, a delegacia tomou conhecimento de que o suspeito havia se envolvido em um acidente de trânsito durante a fuga. Novas diligências foram realizadas até o local do acidente, mas novamente não foi possível efetuar a prisão.
De acordo com Rodrigo Missano, a Polícia Civil apurou que o suspeito recebeu ajuda de terceiros após o acidente. Essas pessoas ainda não foram oficialmente identificadas, mas já existem testemunhas que indicam quem pode ter prestado auxílio ao acusado.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito durante o plantão judiciário. O pedido foi analisado e prontamente deferido pelo Poder Judiciário. Em seguida, a defesa técnica do acusado foi acionada e orientada a apresentá-lo no Centro Integrado de Segurança Pública de Penedo, o que ocorreu na tarde deste sábado, quando a prisão preventiva foi formalizada.
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Durante o depoimento, o suspeito optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional. A decisão foi respeitada pela autoridade policial. Conforme informado pelo delegado, o homem será encaminhado para a unidade de custódia e ficará à disposição da Justiça.
Rodrigo Missano confirmou que o principal crime investigado é o feminicídio e que o caso passará a ser conduzido pela delegacia especializada em homicídios. Ele também reiterou que a causa da morte da vítima foi um disparo de arma de fogo na cabeça, conforme apontado pela perícia.
As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer não apenas a dinâmica do crime, mas também a motivação e a possível responsabilização das pessoas que auxiliaram o suspeito após o acidente. Segundo a Polícia Civil, essas pessoas também poderão responder criminalmente, a depender do que for apurado.
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A Polícia Civil reforça que o caso continuará sendo investigado até o completo esclarecimento dos fatos.



