Pode se acostumar a ouvir a expressão “baixa latência”. Afinal, se você ainda não está familiarizado com ela, tenha certeza: vai ouvi-la muito nos próximos anos. Afinal, estamos falando de um conceito-chave para a indústria da tecnologia.
A latência pode até não ser tão chamativa quanto outros elementos importantes para smartphones, computadores, redes de IA e mais tecnologias, mas ela se tornou uma prioridade para todas as gigantes tecnológicas por um único motivo: praticamente todos os serviços digitais modernos dependem de respostas quase instantâneas.
Afinal, o que é latência?
Explicando de maneira bastante simples, latência é o tempo que um sistema leva para responder a uma ação. Essa ação pode ser um toque na tela do celular, um clique do mouse ou uma requisição de informação ou mídia.
Como a latência é prioridade em todas as áreas
Não importa se estamos falando de uma gigante como a Amazon ou de uma startup com dois funcionários: se a empresa produz uma solução digital ou um gadget eletrônico com alta latência, ela está com os dias contados.
Por exemplo, os veículos autônomos. Um sonho antigo de muitos amantes de tecnologia, os carros que dirigem sozinhos estão chegando ao mercado (e já existe projeto de lei sobre o tema para que eles possam ser vendidos no Brasil).
No entanto, um dos grandes desafios da área é garantir que os carros terão baixa latência entre ler o ambiente ao redor, entender o que está acontecendo e agir. Afinal, no trânsito, um atraso de meio segundo pode ser fatal.
Mesmo em áreas menos vitais, a latência é essencial. No entretenimento, por exemplo, as empresas investem pesado para garantir o menor atraso possível para que o cliente tenha a melhor experiência. Por exemplo, no slot online Aviator. Neste game, há um avião no centro da tela que vai alçar voo a qualquer momento. A função do jogador é apertar o botão antes que o aviãozinho comece a voar. Por isso, a latência aqui tem um papel importante: mesmo que não altere o resultado do jogo em si, pode influenciar o momento em que uma jogada é executada e acabar gerando frustração para o jogador.
O que as empresas fazem para melhorar a latência de seus produtos
Empresas de tecnologia investem pesado em medidas para reduzir ao máximo a latência de seus serviços. Uma das maneiras é investir em data centers regionais, de modo a reduzir o tempo que leva para a informação ser processada nos servidores dos provedores de serviço.
Não à toa, empresas de tecnologia devem investir R$ 3 trilhões em data centers no Brasil nos próximos anos. Parte deles será para treinar modelos de IA, mas também para reduzir a latência de serviços em toda a América Latina.
Fonte: Pexels
O uso de redes móveis com melhores condições de conexão, como o 5G, também ajuda a reduzir a latência de serviços online. Por isso, há investimentos para a sua popularização.
Em resumo: todos os serviços que usam a Internet precisam de conexões rápidas e data centers próximos e preparados para processar as requisições no menor tempo possível.
A latência pode até ser invisível e não chamar tanto a atenção, mas ela é a chave para o mercado de tecnologia no momento. Quem dominá-la, sairá na frente dos concorrentes.




