O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, afirmou nesta terça-feira, 26 de maio, que a ação da Polícia Federal na residência do seu cliente ocorreu sem intercorrências e resultou na apreensão de dois aparelhos celulares.
Em entrevista concedida à CNN, o defensor disse que Castro colaborou com os agentes federais durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Segundo ele, os policiais levaram um telefone adquirido após uma operação anterior e outro aparelho antigo, que estaria sem uso.
De acordo com o advogado, a esposa e a sogra do ex-governador estavam no imóvel no momento da chegada das equipes. Luchione afirmou que a abordagem foi tranquila, com comportamento respeitoso por parte dos policiais e colaboração de Cláudio Castro durante todo o procedimento.
“Ainda não tivemos acesso à decisão”, afirmou o advogado, ao explicar que a defesa precisa conhecer o teor da ordem judicial antes de definir quais medidas serão adotadas. Ele também disse que acompanha Cláudio Castro há bastante tempo em casos de natureza penal.
A operação ocorre em meio às investigações sobre aplicações feitas pelo Rioprevidência em produtos ligados ao Banco Master. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a apuração envolve valores que podem chegar a cerca de R$ 3 bilhões em recursos do fundo previdenciário dos servidores do Rio de Janeiro.
Durante a entrevista, Carlo Luchione contestou a leitura de que todo o montante estaria em aberto. Segundo ele, cerca de R$ 2 bilhões teriam sido recuperados, restando aproximadamente R$ 1 bilhão em discussão. O advogado afirmou que, neste momento, a defesa aguarda acesso aos documentos para avaliar o conteúdo da investigação.
Esta é mais uma etapa de apuração envolvendo o Rioprevidência e operações financeiras com o Banco Master. A Polícia Federal já havia realizado diligências anteriores relacionadas ao caso, incluindo apreensão de equipamentos eletrônicos.
Cláudio Castro foi alvo de busca e apreensão, mas, com base na transcrição da entrevista, não há confirmação de prisão do ex-governador. A defesa afirma que vai analisar a decisão judicial antes de anunciar a estratégia jurídica.



