Aldo Rebelo ameaça recorrer à Justiça Eleitoral por candidatura no DC

Aldo Rebelo ameaça recorrer à Justiça Eleitoral por candidatura no DC

O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que buscará a Justiça Eleitoral caso o Democracia Cristã (DC) decida inviabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República. O posicionamento de Rebelo surge como resposta direta à decisão da cúpula nacional do partido, que anunciou o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como novo nome da legenda para a disputa pelo Palácio do Planalto, gerando uma crise interna no grupo.

Rebelo, que detinha o aval oficial da sigla para liderar a chapa desde fevereiro, minimizou a nova movimentação. Ele classificou o lançamento do nome de Barbosa como um balão de ensaio e pontuou que o ex-magistrado ainda não se manifestou publicamente sobre o tema. O ex-ministro enfatizou que, caso sua pretensão política seja efetivamente ameaçada, levará o caso ao Judiciário. A definição sobre o nome que representará o DC deve ocorrer durante a convenção nacional, prevista para o período entre julho e agosto.

Crise interna e resistência nos diretórios

A indicação de Joaquim Barbosa provocou forte descontentamento em diversos diretórios estaduais do DC. Cândido Vaccarezza, ex-deputado e presidente da filial paulista do partido, classificou a escolha de Barbosa como inapoiável e prometeu atuar para barrar a candidatura internamente. Aldo Rebelo possui um histórico de atuação em diversos ministérios durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff, tendo comandado as pastas da Defesa, do Esporte e da Ciência e Tecnologia.

Em contrapartida, a cúpula nacional do DC justifica a alteração com base em pesquisas internas. João Caldas, presidente nacional do partido, afirmou que Joaquim Barbosa apresenta um desempenho superior em intenções de voto no Paraná e no Rio de Janeiro, superando os números de Aldo Rebelo. De acordo com Caldas, a filiação de Barbosa ocorreu de forma sigilosa no dia 2 de abril, por meio de intermediários, ressaltando que o ex-juiz prefere manter discrição em suas movimentações.

Joaquim Barbosa, que foi nomeado ao STF pelo presidente Lula, ganhou notoriedade nacional ao atuar como relator do processo do Mensalão, episódio em que determinou a prisão de lideranças do Partido dos Trabalhadores, incluindo o ex-ministro José Dirceu. O magistrado antecipou sua aposentadoria e deixou o STF em 2014.

Com informações da Revista Oeste