Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Senado avança com indicação de Benedito Gonçalves para a Corregedoria do CNJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 20, a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O nome do magistrado recebeu o apoio de 21 parlamentares, enquanto cinco votaram de forma contrária.
Com o aval da comissão, a indicação seguiu para análise imediata no plenário da Casa. Para que a nomeação seja efetivada para o biênio 2026/2028, o ministro necessita alcançar o quórum mínimo de 41 votos favoráveis dos senadores.
Sabatina e diretrizes de atuação
Durante a sabatina realizada antes da votação na CCJ, Benedito Gonçalves defendeu que a credibilidade do Poder Judiciário é um processo de construção contínua. Segundo o magistrado, a confiança da sociedade não é algo imposto, mas sim edificado por meio de decisões bem fundamentadas, procedimentos transparentes, respeito rigoroso às garantias constitucionais e uma postura de firmeza no combate a desvios. O ministro também enfatizou a necessidade de humildade institucional para que os órgãos públicos busquem a melhoria constante.
A indicação de Gonçalves foi formalizada pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, após sua eleição para o comando da corte em 14 de abril. Em sua fala inicial aos senadores, o indicado prometeu que, caso seu nome seja chancelado pelo plenário, sua gestão será guiada pelos princípios da integridade, eficiência e diálogo com as instituições.
Oposição e críticas políticas
A movimentação no Senado foi alvo de críticas por parte do Partido Novo. Por meio de uma publicação oficial na rede social X, a legenda manifestou contrariedade à indicação, apontando uma suposta proximidade entre o ministro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O partido utilizou a plataforma para questionar a escolha, mencionando o histórico de Gonçalves no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma declaração feita ao ministro Alexandre de Moraes durante a diplomação, quando o magistrado afirmou que missão dada é missão cumprida. A sigla argumentou que, na posição de corregedor do CNJ, o ministro deterá competência sobre o controle disciplinar da magistratura nacional e apelou para que o Senado rejeitasse a indicação.
Com informações da Revista Oeste


