Imagem ilustrativa: Pexels / Andrea Piacquadio.
Cláudio Castro nega irregularidades em gestão e contesta investigações da Polícia Federal
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), utilizou suas redes sociais na sexta-feira, 15, para se manifestar sobre a Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo a administração estadual e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Em sua declaração, Castro refutou qualquer conduta ilícita e afirmou que sua gestão foi pautada pela lisura.
O ex-governador anunciou que apresentará um memorial ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rebater os argumentos dos investigadores. Ele defendeu o desempenho de seu governo no trato com a empresa, destacando que o Estado do Rio de Janeiro foi o único a conseguir recuperar parte da dívida bilionária da Refit, garantindo o retorno de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Contestação sobre favorecimento e dívidas fiscais
Castro questionou a tese de favorecimento ao Grupo Refit, argumentando que a companhia possui passivos tributários expressivos com diversos entes federativos e com a União. Segundo o ex-governador, o Estado do Rio de Janeiro se destacou justamente por implementar um esforço rigoroso de cobrança, resultando em um acordo que viabilizou o pagamento de valores devidos pela empresa.
A Polícia Federal investiga a proximidade entre Cláudio Castro e o controlador da Refit, Ricardo Andrade Magro. Entre os elementos apontados pelos agentes está a participação do ex-governador em um evento em Nova York, patrocinado pela refinaria.
Esclarecimentos sobre o evento em Nova York
Ao abordar sua presença no evento nos Estados Unidos, Castro negou qualquer vínculo com os patrocinadores. Ele explicou que o encontro foi organizado por uma revista nacional e que contou com a presença de diversas figuras públicas, incluindo parlamentares e magistrados. O ex-governador citou, inclusive, a participação do ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF, na abertura do fórum.
Castro classificou como absurda a interpretação de que sua presença no evento configuraria indício de crime, reforçando que outros integrantes do Poder Judiciário e do Legislativo também marcaram presença na ocasião.
Legislação tributária e desdobramentos judiciais
As investigações também focam em um programa de parcelamento tributário sancionado por Castro em 2023. A Polícia Federal aponta que a norma teria sido apelidada internamente de Lei Ricardo Magro, sob a suspeita de ter sido desenhada para beneficiar a Refit. O ex-governador negou que o texto legal tenha tido como finalidade o favorecimento da empresa.
No âmbito do STF, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome do empresário Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol. Magro encontra-se fora do Brasil desde 2018.
Com informações da Revista Oeste


