Convective Capital capta 85 milhões de dólares para investir em resiliência contra incêndios

Convective Capital capta 85 milhões de dólares para investir em resiliência contra incêndios

Califórnia enfrenta temporada crítica de incêndios enquanto fundo de capital de risco levanta US$ 85 milhões

A temporada de queimadas na Califórnia antecipou seu calendário habitual, com focos de incêndio avançando perigosamente em direção a um antigo complexo de testes nucleares próximo a Los Angeles. Esse cenário, que se repete com frequência alarmante em diversas partes do globo, tem atraído o interesse de investidores do Vale do Silício, que enxergam na crise uma oportunidade para alocar capital em tecnologias de resiliência.

A Convective Capital, gestora de risco liderada por Bill Clerico, confirmou nesta quinta-feira a captação de um novo fundo de US$ 85 milhões. O montante sucede um aporte inicial de US$ 35 milhões realizado em 2022. Enquanto a rodada inaugural contornou majoritariamente com investidores individuais, incluindo o próprio Clerico, cofundador da WePay, o novo fundo atraiu um perfil institucional robusto, formado por seguradores e gestores de ativos.

Da tecnologia contra incêndios à gestão de risco físico

Inicialmente focado no setor de firetech, a Convective elaborou um portfólio especializado em soluções para o combate a chamas. Entre as empresas investidas estão:

  • Panorama: Desenvolvedora de câmeras equipadas com inteligência artificial para detecção precoce de focos de incêndio.
  • Raina: fabricante de aeronaves especializadas no lançamento de água.
  • Burnbot: criadora de robôs voltados para o manejo de vegetação e limpeza de terrenos.
  • Ficar em pé: Proteção focada na proteção de propriedades contra danos causados ​​pelo fogo.

Com o novo capital, a gestora amplia sua tese para além dos incêndios florestais, buscando atuar na gestão abrangente de riscos no mundo físico. Segundo Clerico, o mercado lida hoje com US$ 60 trilhões em ativos imobiliários sob risco, enquanto os Estados Unidos desembolsam anualmente cerca de um trilhão de dólares em medidas de mitigação e recuperação de desastres.

A gravidade da situação atual forçou o mercado privado a agir. Com as entregas de falências e garantias abandonando grandes mercados, surgem lacunas econômicas que exigem produtos e soluções inovadoras, afirma Clerico.

Novos investimentos e desempenho do portfólio

O fundo já fez quatro esportes iniciais sob sua nova estratégia:

  • A Fabricação de Madeira: otimização econômica do manejo florestal através de serrarias móveis.
  • Elaborado: uso de IA para o planejamento de projetos residenciais.
  • Voltaire: drones especiais para inspeção de infraestrutura elétrica.
  • Tecnologias de borda: seguros contra a volatilidade dos preços das commodities.

Os resultados do primeiro fundo da Convective demonstram solidez: as empresas aprimoradas acumularam US$ 100 milhões em receita e uma avaliação de mercado conjunta de US$ 2 bilhões. Notavelmente, 79% das startups do portfólio inicial evoluíram da fase semente para a Série A, superando as médias do mercado de venture capital.

O papel da IA ​​e a infraestrutura crítica

A Convective tem atuado como uma ponte essencial entre empreendedores e setores tradicionais, como agências governamentais e grandes seguradoras. Clerico observa que o surgimento de novas seguranças, como a Delos e o próprio Stand, tem como base as empresas tradicionais a reformular seus modelos de negócio para incorporar tecnologias de mitigação de risco.

Além disso, o avanço da inteligência artificial atua em duas frentes para o gestor. Internamente, a IA aumenta a produtividade das equipes e a precisão na modelagem de incêndios. Externamente, uma corrida pela construção de centros de dados para sustentar a IA tem sobrecarregado os sistemas de energia e água, criando, paradoxalmente, uma demanda crescente por serviços de resiliência e infraestrutura física que as empresas do portfólio de fornecimento de Convective.

Com informações do Techcrunch