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Defesa de Carla Zambelli contesta decisão de Moraes sobre extradição
A equipe jurídica da ex-deputada federal Carla Zambelli manifestou forte descontentamento com a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida nesta quarta-feira, 20. O magistrado ordenou que os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores adotem medidas imediatas para viabilizar a extradição da ex-parlamentar, que atualmente se encontra na Itália.
O advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa, classificou a iniciativa como precipitada. De acordo com o defensor, o rito processual italiano ainda não foi concluído e a Corte de Cassação de Roma tem uma audiência agendada para a próxima sexta-feira, 22. O julgamento é considerado fundamental, pois analisará o recurso apresentado contra a decisão que autorizou a extradição.
A defesa ressaltou que a palavra final sobre o processo cabe ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Segundo os advogados, tentar antecipar a execução da medida ignora o cronograma da própria Justiça italiana. Atualmente, Carla Zambelli cumpre prisão domiciliar em Roma, respondendo a um processo que apura a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Acusações de parcialidade e perseguição
Além de questionar o timing da decisão, os representantes legais de Zambelli denunciaram o que classificam como irregularidades no trâmite do processo dentro do Brasil. A defesa sustenta que o ministro Alexandre de Moraes acumulou funções de vítima, investigador, julgador e executor, o que, na visão dos advogados, compromete a imparcialidade necessária ao julgamento.
O documento divulgado pela defesa afirma que a ex-deputada é tratada como um troféu pelo Judiciário brasileiro, caracterizando o episódio como perseguição política. Pagnozzi declarou que a estratégia jurídica seguirá focada em tribunais italianos e instâncias internacionais para provar que a ex-deputada não recebeu um julgamento justo e imparcial em território nacional.
Contexto da extradição
Na decisão mais recente, o ministro Alexandre de Moraes fundamentou seu pedido citando que o governo brasileiro formalizou, em novembro de 2025, as garantias solicitadas pelas autoridades italianas para viabilizar o retorno da ex-deputada. O magistrado reiterou a necessidade de que os ministérios envolvidos reencaminhem a documentação para dar continuidade ao trâmite.
A Corte de Apelação de Roma já havia dado parecer favorável à extradição no mês passado, decisão que foi prontamente contestada pela defesa. Caso o processo avance, o STF informou às autoridades italianas que Carla Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Hoje, ela permanece sob custódia no presídio de Rebibbia, em Roma.
Com informações da Revista Oeste


