Eduardo Bolsonaro refuta acusações sobre financiamento de filme
Ex-deputado reage a alegações de recebimento de recursos de fundos de investimento.
Eduardo Bolsonaro manifestou forte repúdio nesta quinta-feira, 14, diante de alegações de que teria recebido verbas de fundos de investimento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-parlamentar classificou as insinuações como uma tentativa de “assassinato de reputação”, negando qualquer envolvimento financeiro direto.
Em pronunciamento na rede social X, Eduardo Bolsonaro detalhou que não obteve valores do fundo em questão. Ele ressaltou que seu status migratório nos Estados Unidos seria um impedimento para qualquer transação irregular. Segundo o ex-deputado, todas as suas fontes de renda foram devidamente apresentadas e aprovadas pelas autoridades americanas, que, em caso de ilegalidade, teriam tomado as providências cabíveis.
Defesa familiar e detalhes da produção
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, também abordou o assunto. Em entrevista à Globonews, ele negou que Eduardo fosse o beneficiário final dos recursos destinados ao filme Dark Horse. Flávio classificou as notícias como falsas e atribuiu as suspeitas a uma “torcida contra”.
Eduardo Bolsonaro esclareceu que sua participação no projeto se limitou à cessão de seus direitos de imagem. Ele enfatizou que não exerceu qualquer função administrativa ou de gestão junto ao fundo responsável pelo financiamento da obra cinematográfica.
Estrutura do negócio e escritório de advocacia
O ex-deputado também destacou a credibilidade do escritório de advocacia que auxiliou na estruturação do negócio. Ele ressaltou a experiência de mais de quatro décadas do escritório em gestão de patrimônio e fundos de investimento. Eduardo rebateu críticas que apontavam o local apenas como uma agência de migração, esclarecendo que este é apenas um dos setores de atuação do grupo.
Ao explicar a indicação do escritório ao produtor Mário Frias, Eduardo mencionou que a escolha foi baseada na competência profissional dos advogados. Ele ironizou possíveis críticas sobre o perfil dos profissionais, questionando se deveria ter indicado advogados ligados ao PT para tal serviço.
Segurança jurídica e justificativas para investimento internacional
Eduardo Bolsonaro justificou a realização dos investimentos nos Estados Unidos pela natureza internacional da produção e do elenco, além do fato de o filme ser rodado em solo norte-americano. Ele argumentou que a legislação dos EUA oferece maior segurança jurídica em comparação com o Brasil, especialmente considerando o cenário político adverso que a família enfrentava na época.
“Ninguém se arriscaria investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe, como faziam”, declarou. “Investimento nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição séria.”
Para finalizar, Eduardo Bolsonaro refutou qualquer insinuação de tráfico de influência ou favorecimento indevido. Ele relembrou que, no período dos aportes financeiros, o grupo político passava por um momento de fragilidade, com o pai impedido de exercer o poder, ele próprio em um “exílio” e a família enfrentando rejeição pública.
Com informações da Revista Oeste


