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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras
Em uma decisão de impacto global, o Departamento de Estado dos Estados Unidos oficializou, no dia 28 de maio de 2026, a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida altera o status jurídico das facções brasileiras, que há muito deixaram de ser apenas grupos criminosos locais para se consolidarem como quadrilhas transnacionais com influência na Europa, África e em diversas regiões das Américas.
A articulação para que o governo dos Estados Unidos reconhecesse o caráter narcoterrorista das duas maiores facções do Brasil foi conduzida pelo senador Flávio Bolsonaro, com o suporte de Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo. O trabalho diplomático buscou evidenciar a periculosidade dessas organizações, que agora passam a ser tratadas sob a ótica da segurança internacional norte-americana.
Com essa definição, o Brasil ganha condições de integrar o Escudo das Américas, coalizão estabelecida pelo governo Trump em março de 2026. A iniciativa visa o combate ao narcotráfico e ao crime organizado por meio do compartilhamento de dados de inteligência, coordenação militar, rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e, em cenários extremos, a possibilidade de operações cinéticas. Para analistas, a inclusão do país no bloco depende de uma mudança na condução política nacional.
A decisão gerou reações imediatas no campo político brasileiro. Enquanto a oposição celebra a medida como um avanço no combate à criminalidade, aliados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva manifestaram forte resistência. Relatos apontam que o atual governo brasileiro teria exercido pressão diplomática para evitar que o PCC e o CV fossem enquadrados como terroristas, postura que críticos associam a uma suposta proximidade histórica entre setores da esquerda e o crime organizado.
O debate sobre a relação entre o banditismo e a política ganhou força após investigações revelarem conexões profundas entre facções e estruturas de poder. Um exemplo citado é a investigação sobre o escândalo do INSS, que identificou uma rede de 41 empresas de fachada movimentando cerca de R$ 39 bilhões, com indícios de uso por membros do PCC e pelo grupo libanês Hezbollah. Paralelamente, a prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro para o PCC, trouxe à tona discussões sobre a influência do crime em diversos setores da sociedade, incluindo o meio político.
A classificação imposta por Washington é vista como um diagnóstico crítico sobre a situação brasileira. O entendimento é de que o país, sob a atual configuração administrativa e judicial, tornou-se um ambiente propício para a lavagem de dinheiro em larga escala, mantendo uma fachada de normalidade institucional enquanto suas estruturas internas demonstram porosidade ao capital ilícito.
A ofensiva contra o crime organizado tem registrado desdobramentos recentes, como a prisão de Gerson Palermo, liderança do PCC, na Bolívia, e a captura de figuras ligadas a cartéis internacionais. O cenário indica uma intensificação das ações do Escudo das Américas, colocando o combate ao narcotráfico no centro das discussões eleitorais e estratégicas do país para o próximo ano.
A influenciadora Deolane Bezerra, presa por envolvimento com o PCC, durante encontro com o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — 26/4/2022 | Foto: Ricardo Stuckert/PT


