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Ex-vereador de Penedo, Gilson Pinheiro apresenta sua versão sobre investigação da Polícia Civil

Foto: Boa Informaçao

O ex-vereador por Penedo, Gilson Pinheiro, se pronunciou na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, sobre a operação da Polícia Civil de Alagoas que teve sua residência como alvo e ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de informações envolvendo suspeita de agiotagem, apreensão de cartões, documentos e munições.

A fala ocorreu durante entrevista ao programa Grande Rio Notícias, apresentado por Luis Danthas, na Grande Rio FM. Gilson Pinheiro procurou a emissora para apresentar sua versão sobre o caso, que passou a circular em grupos de WhatsApp, no Instagram e em publicações relacionadas à atuação da 7ª Delegacia Regional de Penedo.

Segundo ele, a operação foi realizada em sua residência com várias viaturas e agentes armados. O ex-vereador afirmou que os policiais foram educados, mas classificou a ação como exagerada. Ainda de acordo com Gilson, sua esposa, que está gestante de sete meses, estava em casa no momento da chegada dos policiais e ficou abalada com a situação.

Durante a entrevista, Gilson Pinheiro negou a prática de agiotagem. Segundo ele, os documentos e cartões encontrados no imóvel estariam relacionados a pessoas que o procuram em busca de orientação sobre aposentadoria ou de ajuda financeira em momentos de necessidade.

“Essa agiotagem não procede, até porque Gilson Pinheiro não é agiota. Gilson Pinheiro vive do trabalho dele”, afirmou o ex-vereador.

Ainda segundo Gilson, parte dos documentos encontrados teria ligação com sua experiência anterior em assuntos previdenciários. Ele disse que foi chefe do INPS e que, até hoje, ajuda moradores de Penedo com orientações sobre aposentadoria.

Gilson diz que empréstimos eram forma de ajuda

Ao falar sobre os cartões encontrados, Gilson Pinheiro afirmou que algumas pessoas deixavam documentos ou cartões por iniciativa própria quando procuravam ajuda financeira. Segundo ele, em um dos casos citados na entrevista, uma mulher teria pedido R$ 1 mil emprestados porque estava com o filho doente.

De acordo com o ex-vereador, o dinheiro foi emprestado como forma de auxílio, sem intenção de obter lucro. Ele também afirmou que não vai à casa de ninguém oferecer dinheiro e que as pessoas o procuram espontaneamente.

“Quando eles vão lá, às vezes, me pedir algum dinheiro, ajuda, eles falam, eu vou deixar o meu cartão da aposentadoria”, disse Gilson, ao explicar sua versão sobre a presença dos cartões em sua residência.

Na avaliação do ex-vereador, ele não cometeu crime ao guardar documentos ou cartões de pessoas que, segundo ele, o procuravam pedindo ajuda. Gilson também afirmou que realiza esse tipo de auxílio há muitos anos e que sua trajetória em Penedo é conhecida pela população.

Ex-vereador também falou sobre munições

Outro ponto abordado na entrevista foi a apreensão de munições. Segundo Gilson Pinheiro, as balas encontradas seriam antigas, de calibre 38, e estavam guardadas em um cofre velho. Ele afirmou que não possui arma, nem posse, nem porte.

“As balas são antigas, há mais de 40 anos”, declarou.

De acordo com Gilson, sua ida à delegacia teria ocorrido para prestar esclarecimentos sobre essas munições. Ele afirmou que foi conduzido sem algemas e que, segundo sua versão, não ficou preso, tendo deixado a unidade policial após pagar fiança.

“Eu fui lá esclarecer e vim embora. Só que fizeram uma fiança que, no meu entender, também foi exagerada, quase R$ 10 mil. Eu paguei a fiança e vim embora”, afirmou.

Caso segue em apuração

Durante o programa, o apresentador Luis Danthas explicou que ainda buscava informações sobre o ocorrido e que abriu espaço para Gilson Pinheiro apresentar sua versão. O radialista também relatou que, em contato com o delegado Rômulo, recebeu a informação de que a condução à delegacia estaria relacionada, inicialmente, às munições encontradas, mas que haveria outros indícios em apuração.

A investigação da Polícia Civil segue em andamento. Até o momento, Gilson Pinheiro nega a prática de agiotagem e afirma que os cartões e documentos encontrados em sua residência têm relação com pessoas que o procuravam em busca de orientação ou ajuda.

O caso ganhou grande repercussão em Penedo por envolver um ex-vereador conhecido na cidade e por ter sido alvo de comentários nas redes sociais. Novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação ou pela defesa do ex-vereador.