Deputado Filipe Barros visita Filipe Martins em presídio no Paraná após autorização judicial

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Deputado Filipe Barros visita Filipe Martins na prisão em Ponta Grossa

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) esteve na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, neste domingo, 17, para visitar o ex-assessor da gestão de Jair Bolsonaro, Filipe Martins. O encontro foi viabilizado após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator do processo de execução penal.

Após o encontro, que durou cerca de uma hora, o parlamentar relatou o impacto emocional da visita. Barros destacou sua amizade de longa data com o ex-assessor, iniciada durante o governo Bolsonaro, e expressou descontentamento com as circunstâncias atuais em que o amigo se encontra.

O deputado descreveu as condições do encarceramento, mencionando que Martins está mantido em uma cela de dimensões reduzidas. A situação, segundo o parlamentar, é agravada pelo clima frio típico da região dos Campos Gerais nesta época do ano.

A preocupação com a saúde de Martins já havia sido manifestada anteriormente por sua defesa. Há uma semana, o advogado Ricardo Scheiffer afirmou que o ex-assessor apresentava problemas de saúde decorrentes das condições do ambiente carcerário. Na ocasião, o defensor pontuou que o Departamento Penitenciário do Paraná já havia alertado que a unidade prisional em questão não dispõe da infraestrutura adequada para a custódia do detento.

Durante a visita, Filipe Barros também mencionou que o ex-assessor está há vários dias sem contato com a filha. O deputado afirmou ter transmitido uma mensagem de otimismo ao colega, ressaltando sua crença de que a situação será revertida em breve, permitindo o retorno de Martins ao convívio familiar.

Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais após o compromisso, o parlamentar reforçou que não cessará esforços pela libertação de Martins, Jair Bolsonaro e outros detentos que ele classificou como presos políticos.

Filipe Martins foi condenado pelo STF a uma pena de 21 anos de prisão, sob a acusação de envolvimento em uma suposta trama golpista. O ex-assessor acumula, desde o início de sua primeira prisão preventiva, um período superior a 800 dias de restrição de liberdade. A defesa de Martins sustenta a existência de mais de 130 irregularidades no processo que culminou na condenação.

Com informações da Revista Oeste