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Disputa entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema movimenta redes e altera cenário eleitoral
O cenário da corrida presidencial de 2026 registrou uma movimentação expressiva nas redes sociais após o surgimento de gravações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto, viu seu número de seguidores no Instagram crescer em mais de 60 mil pessoas depois da divulgação de áudios e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O diálogo tratava do financiamento para a produção de Dark Horse, filme que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sentido oposto, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também colocado como pré-candidato à Presidência, enfrentou uma queda de aproximadamente 25 mil seguidores em seus perfis digitais. A perda de audiência seguiu a publicação de um vídeo no qual Zema tece críticas diretas ao senador. Na gravação, o mineiro classificou a cobrança de recursos feita por Flávio a Vorcaro como imperdoável, definindo o episódio como um desrespeito aos brasileiros.
A postura de Zema desencadeou uma série de reações no campo político. O deputado federal Eduardo Bolsonaro rebateu o governador, acusando-o de ter se posicionado sem buscar o contraditório. Já a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) revelou que existe um movimento dentro do Partido Liberal para reavaliar e possivelmente suspender alianças com o Novo, motivado pelo que chamou de manifestação precipitada e rasteira do mandatário mineiro.
O atrito também gerou divisões internas na legenda de Zema. Integrantes do Novo demonstraram descontentamento com a forma como o governador conduziu a crítica. O diretório estadual do partido no Paraná emitiu nota oficial classificando a atitude de Zema como apressada e apontando que o vídeo causou desgastes desnecessários em parcerias políticas já consolidadas.
Em entrevista concedida à CNN, Flávio Bolsonaro afirmou que a conduta de Zema tornou impraticável qualquer composição de chapa entre ambos. Segundo o senador, o governador se equivocou ao tentar explorar o caso para obter vantagens eleitorais, sem antes dar espaço para que ele explicasse a natureza do contato com o empresário.
Apesar da crise, o núcleo político em torno de Jair Bolsonaro mantém o respaldo à pré-candidatura do filho. Relatos indicam que o ex-presidente orientou Flávio a sustentar sua versão dos fatos e a não recuar diante das pressões.
Datafolha aponta empate entre Flávio Bolsonaro e Lula
O impacto político do episódio ocorre em um momento de consolidação de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento realizado pelo instituto Datafolha entre os dias 12 e 13 de maio, com 2.004 eleitores em 139 municípios, mostra um empate técnico entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Ambos aparecem com 45% das intenções de voto, considerando uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com informações da Revista Oeste


