Flávio Bolsonaro defende endurecimento contra facções e criação de Ministério da Segurança

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Flávio Bolsonaro endurece discurso contra facções e propõe mudanças na segurança pública

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, adotou um tom incisivo contra o crime organizado durante sua participação na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira, 19. Em discurso perante representantes de prefeituras de todo o país, o parlamentar enviou um recado direto a integrantes de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O pré-candidato afirmou que os membros dessas organizações deveriam deixar o território brasileiro antes do início de um eventual governo em 2027. Segundo ele, a partir do próximo ano, a atuação das forças de segurança será intensificada com o objetivo de prender ou neutralizar criminosos, garantindo que não haverá espaço para a criminalidade no país.

Proposta de Ministério da Segurança Pública

Durante o evento organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), Flávio Bolsonaro detalhou suas diretrizes para a área de segurança. O senador defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública que conte com orçamento próprio e foque na integração efetiva entre os governos municipais, estaduais e a União.

A proposta prevê que a nova pasta priorize o uso de inteligência artificial, o investimento em tecnologia de ponta e a capacitação contínua das polícias locais. O objetivo, segundo o parlamentar, é viabilizar que as prefeituras tenham condições financeiras e técnicas para atuar de forma mais direta no combate à violência.

Papel das guardas municipais e críticas à gestão atual

O fortalecimento das guardas municipais, recentemente reconhecidas como polícias municipais, é outro pilar da plataforma do senador. Flávio argumentou que essas corporações são essenciais para a segurança pública e que o aumento da qualificação para o uso de armamento é um fator de dissuasão necessário contra o crime.

O parlamentar também direcionou críticas aos governos do PT, citando especificamente a situação da Bahia. Ele classificou o estado como um dos mais violentos do país, atribuindo o cenário a duas décadas de administração pela esquerda. Em sua análise, o crescimento dos índices criminais está diretamente ligado à corrupção, à burocracia excessiva e à falta de investimento em sistemas de monitoramento e integração de dados.

Ao defender um modelo de gestão digital, o pré-candidato afirmou que pretende seguir diretrizes inspiradas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta inclui o monitoramento urbano em tempo real, o uso de inteligência artificial para identificar veículos roubados e a localização ágil de indivíduos com mandados de prisão em aberto.

Com informações da Revista Oeste