Flávio Bolsonaro nega uso de recursos públicos em filme sobre o ex-presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira, 15, para rebater questionamentos sobre o financiamento de um filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar reiterou que o projeto cinematográfico foi viabilizado integralmente por meio de aportes privados, refutando qualquer vínculo com verbas estatais.
Em entrevista à CNN, o senador enfatizou que a produção não recorreu a mecanismos de fomento cultural, como a Lei Rouanet, nem a convênios com gestões municipais ou estaduais. O parlamentar ironizou a possibilidade de financiamento público ao afirmar que a equipe não buscou recursos em prefeituras, como a de Niterói, para o custeio de atividades como desfiles de escolas de samba.
Estrutura financeira e prestação de contas
Conforme o relato de Flávio Bolsonaro, a estrutura do projeto foi montada nos Estados Unidos, operando sob um fundo privado que segue normas de conformidade jurídica. O senador destacou que solicitou à equipe responsável uma auditoria detalhada sobre a produtora encarregada da execução, a Goup Entertainment, sediada em Los Angeles.
Sobre os valores envolvidos, o parlamentar detalhou que o orçamento planejado para a obra era de 24 milhões de dólares. Segundo ele, pouco mais de 12 milhões de dólares foram depositados, enquanto o restante do montante foi obtido por meio de investidores privados interessados na trajetória da família.
Contexto sobre investidores
Ao abordar a participação de investidores, Flávio Bolsonaro mencionou o empresário Daniel Vorcaro. O senador argumentou que, em dezembro de 2024, o empresário desfrutava de alto prestígio no mercado financeiro nacional, possuindo trânsito livre entre autoridades em Brasília e sendo alvo de interesse de diversas instituições bancárias.
De acordo com o parlamentar, a ausência de restrições públicas contra o empresário à época tornou natural a captação de recursos privados para a produção. Flávio Bolsonaro classificou as críticas recentes como uma tentativa de criar uma narrativa política contra sua pré-candidatura.
Em publicação no X, o senador afirmou que o filme é uma realidade, com profissionais devidamente contratados e execução privada. Ele concluiu que o episódio tem sido explorado como um suposto escândalo por setores da esquerda com o intuito de desgastar sua imagem no cenário eleitoral.
Imagem ilustrativa: Pexels / Edmond Dantès.
Com informações da Revista Oeste


