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Flávio Bolsonaro defende classificação de facções brasileiras como terroristas em reunião na Casa Branca
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou um pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, nesta terça-feira, 26, onde formalizou um pedido ao governo dos Estados Unidos para que o PCC e o Comando Vermelho sejam oficialmente designados como organizações terroristas estrangeiras. Segundo o parlamentar, esta solicitação foi o pilar central de sua visita aos Estados Unidos.
Antes do discurso, o senador foi recebido pelo presidente Donald Trump. Durante sua fala, Flávio argumentou que as facções criminosas não devem ser tratadas apenas como grupos de delinquentes comuns, dado que controlam vastas áreas do território brasileiro, possuem atuação transnacional e infiltram-se em estruturas do poder público. “Quem faz isso não é gangue. É organização terrorista”, declarou.
Projetos para 2026 e alinhamento estratégico
Flávio Bolsonaro delineou que, caso vença as eleições de 2026, pretende integrar o Brasil a uma coalizão hemisférica de combate ao crime organizado. O plano inclui parcerias estreitas com os Estados Unidos e nações latino-americanas de viés conservador, como Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Panamá e República Dominicana.
O Brasil não aguenta mais ser refém de facções narcoterroristas. Precisamos dar um fim ao domínio do terror. E podem ter certeza, ou essas facções deixam o País, ou serão neutralizadas.
Na pauta econômica, o senador propôs a Trump que o Brasil atue como parceiro estratégico dos EUA na exploração de minerais críticos e terras raras, apresentando o país como uma alternativa comercial à China. Ele defendeu ainda a assinatura de um acordo bilateral robusto com Washington, sob a premissa de eliminar a necessidade de taxações punitivas entre as duas nações.
Críticas ao Itamaraty e bastidores do encontro
O senador agradeceu a articulação política conduzida pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo empresário Paulo Figueiredo. Em contrapartida, teceu críticas ao Itamaraty e à embaixada brasileira em Washington, alegando que a representação diplomática negou o uso de suas instalações para a realização de uma coletiva de imprensa após o encontro com o presidente americano.
Sobre a reunião, Flávio relatou que foi recebido de maneira cordial e que Trump demonstrou interesse pela situação de seu pai, Jair Bolsonaro, e de sua família. Ao final da agenda, o presidente dos EUA presenteou o senador com uma challenge coin, moeda simbólica utilizada em tradições militares americanas para marcar o respeito entre aliados.
Íntegra do discurso
Em seu pronunciamento, Flávio destacou a importância da recepção no Salão Oval, enfatizando o caráter direto do convite recebido. “Quero registrar, antes de qualquer coisa, que essa reunião não foi intermediada por nenhum empresário duvidoso. Foi um convite direto do presidente dos Estados Unidos, feito ao seu nível, entre líderes políticos”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que, em sua visão, a reunião representa um reconhecimento internacional de que existe uma alternativa política ao governo Lula. “O presidente Trump me recebeu com enorme cordialidade. A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso”, relatou.
Ao concluir, Flávio reforçou a divergência de sua plataforma em relação à atual gestão federal. “Em vez de alinhamentos ideológicos com ditaduras e regimes autoritários, o que o Brasil precisa são parcerias estratégicas que enriqueçam o nosso povo, gerem empregos e tragam investimento, tecnologia e segurança”, pontuou, reiterando o pedido para que as facções criminosas brasileiras sejam classificadas como terroristas pelo governo americano.
Aliança hemisférica e parceria comercial marcam encontro de parlamentar com Donald Trump
Em recente agenda oficial nos Estados Unidos, o parlamentar brasileiro defendeu a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o congressista, esses grupos exercem domínio territorial, impõem leis próprias e corrompem instituições, configurando uma ameaça que exige uma resposta integrada. O parlamentar afirmou ter comunicado ao presidente Donald Trump a intenção de incluir o Brasil, a partir de janeiro de 2027, em um pacto de segurança hemisférica.
Essa coalizão, descrita como um escudo das Américas, reuniria os Estados Unidos, Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Chile, Panamá e República Dominicana. O objetivo central é o combate coordenado ao crime organizado transnacional e ao terrorismo, posicionando o Brasil como um protagonista estratégico na segurança da região.
Parcerias estratégicas e comércio bilateral
Além da agenda de segurança, o parlamentar destacou o potencial brasileiro no mercado de terras raras e minerais críticos. Com a segunda maior reserva global desses recursos, o Brasil foi apresentado como uma alternativa fundamental à dependência da China para o chamado mundo livre. O congressista projetou que, sob sua futura gestão, o setor receberá investimentos protegidos e foco em reindustrialização conjunta com os Estados Unidos.
Sobre as preocupações com tarifas de importação, o parlamentar garantiu que não vislumbra a necessidade de retaliações comerciais. O compromisso anunciado é o de estabelecer um acordo de investimentos robusto, classificado pelo congressista como um dos mais expressivos da história recente entre as duas nações.
Críticas ao Itamaraty e agradecimentos
O parlamentar aproveitou o espaço para agradecer publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Conforme o relato, a articulação de longo prazo realizada por ambos junto ao Congresso, à Casa Branca e ao Departamento de Estado americano foi determinante para a viabilização do encontro.
Por outro lado, o congressista manifestou repúdio à postura da Embaixada do Brasil em Washington. Segundo o parlamentar, o órgão negou o uso de suas instalações para a realização de uma entrevista coletiva, apesar de solicitação formal. O episódio foi qualificado pelo parlamentar como um gesto de mesquinharia e um reflexo do que chamou de aparelhamento ideológico do Itamaraty durante a atual gestão federal. O parlamentar encerrou sua declaração afirmando que, a partir de 2027, o corpo diplomático brasileiro deverá retomar o foco nos interesses nacionais, afastando-se de projetos ideológicos.
Perfil dos Colunistas e Analistas Políticos
Conheça a trajetória e a experiência dos profissionais que compõem o quadro de articulistas e especialistas, trazendo análises sobre o cenário político, econômico e institucional brasileiro.
J.R. Guzzo
Jornalista de vasta trajetória, foi um dos fundadores da revista Veja, onde atuou como diretor por quinze anos a partir de 1976. Sob sua gestão, a publicação saltou de uma circulação de 175 mil para 1 milhão de exemplares semanais. Sua carreira inclui passagens como correspondente em Paris e Nova York, cobertura da Guerra do Vietnã e o acompanhamento da visita do presidente Richard Nixon à China em 1972. Idealizador da revista Exame, atualmente colabora com o Estado de S. Paulo e a Gazeta do Povo.
Augusto Nunes
Com passagens por veículos de relevância nacional como Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo, Zero Hora e revista Época, Augusto Nunes ocupou o cargo de redator-chefe da revista Veja. Apresentou o programa Roda Viva, na TV Cultura, durante oito anos. É autor de obras como Minha Razão de Viver — Memórias de Samuel Wainer e A Esperança Estilhaçada — Crônica da Crise que Abalou o PT. Foi um dos entrevistados na obra Eles Mudaram a Imprensa, da Fundação Getulio Vargas.
Ana Paula Henkel
Ex-atleta da Seleção Brasileira de Voleibol, Ana Paula Henkel disputou quatro edições dos Jogos Olímpicos, conquistando a medalha de bronze em Atlanta, em 1996. Bicampeã mundial de vôlei de praia, hoje atua como arquiteta e analista política. Residente em Los Angeles, é pesquisadora associada do Instituto Ronald Reagan e estudante de Ciência Política na UCLA, consolidando-se como uma das vozes do pensamento liberal-conservador.
Guilherme Fiuza
Escritor e jornalista carioca, Fiuza possui uma trajetória marcada pela literatura e pela análise política. É autor de títulos como Manual do Covarde (2018), O Império do Oprimido (2016), 3.000 Dias no Bunker (2006) e Meu Nome Não É Johnny (2004). Além da produção literária, atua como roteirista de televisão e analista no debate público contemporâneo.
Rodrigo Constantino
Economista de orientação liberal-conservadora, é autor de diversas obras, incluindo o best-seller Esquerda Caviar, publicado pela Editora Record.
Alexandre Garcia
Jornalista com longo histórico na imprensa brasileira, Alexandre Garcia acumula passagens por grandes veículos, como o Grupo Globo, TV Manchete e Jovem Pan. Atualmente, escreve para a Gazeta do Povo.
Antonio Cabrera
Veterinário com especialização em produção animal, Antonio Cabrera preside o Grupo Cabrera, voltado ao agronegócio. Sua trajetória no setor público inclui a função de ministro da Agricultura e Reforma Agrária durante o governo Fernando Collor e o cargo de secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo na gestão Mário Covas. É titular da Sociedade Nacional de Agricultura, cônsul honorário da Espanha e integra diversos conselhos nacionais e internacionais.
Eugênio Esber
Jornalista e escritor com quatro décadas de atuação, Esber dedicou sua carreira à imprensa do Rio Grande do Sul, dirigindo publicações de economia e cultura. É colunista do jornal Zero Hora e autor de livros como Um Certo Mr. Elbling e O dragão e o galo.
Evaristo de Miranda
Pesquisador, ecólogo e engenheiro agrícola, Evaristo de Miranda é professor e acadêmico. Sua carreira inclui mais de 40 anos de contribuição técnica e científica junto à Embrapa.
Flávio Gordon
Antropólogo e articulista, Flávio Gordon é autor da obra A Corrupção da Inteligência. Além de suas colunas, publica regularmente na Gazeta do Povo.
Roberto Motta
Analista e comentarista que integra o quadro de especialistas dedicados à cobertura política e institucional.
Perfil dos Colunistas e Destaques Políticos
Esta seção apresenta o perfil de diversos especialistas e analistas que compõem o quadro de colaboradores, além de informações recentes sobre o cenário político brasileiro.
Conheça os colunistas
Roberto Motta é engenheiro civil formado pela PUC-RJ e possui mestrado em Gestão pela FGV-RJ. Com mais de uma década dedicada aos estudos sobre segurança pública, atuou como secretário executivo do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro em 2018. É autor de obras como “Os Inocentes do Leblon” e “A Construção da Maldade”. Foi um dos fundadores do Partido Novo, legenda da qual se desligou em 2016, e hoje atua como comentarista na Rede Jovem Pan, além de escrever para o Instituto Millenium, Instituto Liberal e Gazeta do Povo.
Frank Furedi é professor emérito de Sociologia na Universidade de Kent, na Inglaterra. Colaborador da Spiked Magazine, é reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre temas como paranoia, medo e guerras culturais. Entre seus livros de destaque estão “How Fear Works” (2018) e “First World War — Still No End in Sight” (2016).
Jeffrey A. Tucker é um economista americano vinculado ao Action Institute. Defensor da Escola Austríaca e do pensamento libertário, é autor da obra “Coletivismo de Direita” (2017), publicada no Brasil pela LVM Editora.
Theodore Dalrymple é o pseudônimo utilizado pelo psiquiatra britânico Anthony Daniels. Com mais de trinta livros publicados, é uma das vozes mais influentes do pensamento conservador atual. Suas obras, como “A Vida na Sarjeta”, “Nossa Cultura… ou O que Restou Dela” e “A Faca Entrou”, foram editadas no Brasil pela É Realizações. O autor contribui regularmente para veículos como City Journal, The Spectator e The New Criterion.
Adalberto Piotto é jornalista e documentarista. Com trajetória consolidada em veículos como as rádios CBN e Jovem Pan, em São Paulo, atua atualmente como comentarista e articulista.
Flavio Morgenstern é analista político, escritor, palestrante e tradutor. Autor de “Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs”, possui passagens por veículos como RedeTV!, Jovem Pan, Gazeta do Povo e pelo periódico suíço Die Weltwoche.
Ubiratan Jorge Iorio é economista e professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Reconhecido como um dos principais nomes da Escola Austríaca no Brasil, é colunista desta publicação.
Destaques do cenário político em 26 de maio de 2026
- Embaixada do Brasil nos EUA: O órgão negou a concessão de espaço físico para a realização de uma entrevista com o senador Flávio Bolsonaro.
- Educação e Judiciário: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a suspensão do julgamento que discute a implementação de escolas cívico-militares no Estado de São Paulo.
- Agenda Presidencial: Durante discurso realizado em Manaus nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um equívoco ao mencionar a “escala 6×2” em sua fala.
Destaques da política nacional: de articulações nos EUA a decisões do STF
Flávio Bolsonaro defende classificação de facções como terroristas em encontro nos EUA
O senador Flávio Bolsonaro manteve agenda na Casa Branca, em Washington, onde defendeu a necessidade de uma classificação mais rigorosa para o crime organizado no Brasil. O parlamentar solicitou que facções criminosas brasileiras sejam tratadas oficialmente como organizações terroristas, buscando maior cooperação internacional no enfrentamento à criminalidade. A pauta foi o centro de sua coletiva de imprensa realizada em 26 de maio de 2026.
Celina Leão avalia cenário do BRB
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou otimismo quanto à situação financeira do Banco de Brasília (BRB). Em declarações recentes, a gestora afirmou que a instituição bancária começa a superar um período de instabilidade econômica, sinalizando uma recuperação do momento grave que o banco atravessava.
Presidente da Fiesp critica proposta sobre jornada de trabalho
Após um encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, posicionou-se contrariamente à proposta que visa alterar a escala de trabalho 6×1. Skaf criticou os termos do debate, argumentando sobre os impactos que tal mudança traria ao setor produtivo nacional.
PT investe mais de R$ 500 mil em impulsionamento contra Flávio Bolsonaro
Dados sobre gastos em redes sociais apontam que o Partido dos Trabalhadores (PT) destinou mais de R$ 500 mil para impulsionar conteúdos com críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro. A estratégia de comunicação da legenda tem focado em publicações que confrontam a atuação política do parlamentar.
STF veta aposentadoria para magistrados condenados por crimes graves
Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu o fim da aposentadoria para juízes que forem condenados pela prática de crimes graves. A medida altera o tratamento jurídico dado a magistrados que perdem o cargo devido a sentenças judiciais definitivas por infrações de alta gravidade.


