Manifestantes cobram Lula sobre Lulinha durante evento oficial na Bahia

Crédito da imagem: Boa Informação

Manifestantes cobram explicações de Lula sobre Lulinha durante agenda na Bahia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de protestos na última quinta-feira, 14, durante uma visita oficial ao município de Camaçari, na Bahia. O chefe do Executivo cumpria agenda para a entrega de unidades habitacionais quando foi interpelado por um grupo de manifestantes sobre o nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Posicionados atrás de grades de contenção montadas para o evento, os presentes direcionaram cobranças ao presidente a respeito de um suposto envolvimento de Lulinha em um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre as frases entoadas pelo grupo, destacaram-se questionamentos sobre o destino de recursos de aposentados e acusações diretas ao filho do petista.

Investigações da Polícia Federal

O caso é apurado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos realizados em benefícios previdenciários. O nome de Fábio Luís surgiu no decorrer das diligências, figurando em mensagens trocadas entre investigados e em um envelope apreendido pelos agentes, além de ter sido mencionado em depoimento por uma testemunha.

A apuração aponta a empresária Roberta Luchsinger como um ponto de conexão. Além de manter laços de amizade com Lulinha, Luchsinger possui vínculos comerciais com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e identificado pelas autoridades como lobista. A empresária nega qualquer participação em atos ilícitos.

Supostos repasses e o papel de Careca do INSS

A Polícia Federal investiga movimentações financeiras entre as partes. Segundo os dados apurados, a empresa de Careca do INSS teria transferido R$ 1,5 milhão para a firma de Roberta Luchsinger. Em uma das mensagens interceptadas, o lobista menciona um repasse de R$ 300 mil, referindo-se ao montante como sendo destinado ao filho do rapaz, termo que os investigadores suspeitam tratar-se de uma menção a Lulinha.

Outros elementos compõem o inquérito, incluindo uma conversa na qual Roberta Luchsinger alerta o lobista sobre a apreensão de um envelope contendo o nome de um amigo em comum, sugerindo na sequência a destruição de aparelhos celulares.

Adicionalmente, um ex-colaborador de Careca do INSS afirmou em depoimento que ouviu menções sobre pagamentos destinados a Lulinha. O objetivo, segundo o relato, seria financiar um lobby no Ministério da Saúde para viabilizar a venda de medicamentos à base de canabidiol para o governo federal. Até o momento, as investigações indicam que o lobista não obteve sucesso na celebração de contratos com a pasta.

Com informações da Revista Oeste