Nunes Marques aponta mentira otimizada por inteligência artificial como desafio eleitoral

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Nunes Marques aponta inteligência artificial como principal desafio do TSE nas eleições

O ministro Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificou nesta quarta-feira, 20, a “mentira tecnicamente otimizada” como a maior ameaça aos processos eleitorais atuais. A declaração foi feita durante um evento organizado pelo Seta, que debateu os impactos da inteligência artificial (IA) na democracia.

Conforme o magistrado, a Justiça Eleitoral possui a responsabilidade central de evitar que ferramentas baseadas em IA sejam utilizadas para manipular o eleitorado e interferir na autonomia das escolhas populares. Para Nunes Marques, a tecnologia deve servir como um canal de cidadania e transparência, e não como um mecanismo de opacidade ou distorção da vontade dos cidadãos.

Ao abordar a postura que será adotada pelo tribunal sob sua gestão, o ministro enfatizou a necessidade de vigilância constante. Ele garantiu que a Corte atuará com firmeza, mas sem abrir mão da proporcionalidade, mantendo o compromisso inegociável com a liberdade de escolha da população brasileira.

O presidente do TSE destacou ainda que a influência da inteligência artificial na circulação de informações e na formação de narrativas públicas é uma realidade incontornável. Diante disso, defendeu a urgência de um debate aprofundado sobre a criação de regras claras e mecanismos de controle que garantam a integridade dos pleitos.

Gestão no TSE

Nunes Marques assumiu a presidência do TSE na semana passada. A cerimônia de posse contou com a presença de autoridades de alto escalão, incluindo o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Como responsável máximo pelo órgão, o ministro terá a missão de coordenar a organização e a fiscalização das eleições de 2026, período em que o uso de tecnologias digitais e novas formas de comunicação deverão ser temas centrais no acompanhamento da Justiça Eleitoral.

Com informações da Revista Oeste