Operação Kingdom investiga fraudes em licitações e desvio de verbas em prefeituras do Ceará

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Operação Kingdom mira esquema de desvio de verbas em prefeituras do Ceará

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram, na manhã desta quinta-feira, 21, a Operação Kingdom. A ação tem como objetivo desarticular um suposto esquema criminoso que envolve fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro no Estado do Ceará.

As diligências estão sendo executadas em diversos municípios cearenses, incluindo Juazeiro do Norte, Jardim, Sobral, Barbalha, Aurora e Porteiras. Ao todo, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região expediu 34 mandados de busca e apreensão. Além das ordens de busca, a Justiça determinou o afastamento cautelar de dois agentes políticos vinculados à prefeitura de Jardim, localidade apontada pelos investigadores como o epicentro das irregularidades.

Conforme as investigações da PF, o grupo criminoso operava por meio de empresas de fachada e utilizava familiares e testas de ferro para direcionar contratos públicos. O esquema envolvia a manipulação de editais de licitação, que continham cláusulas restritivas desenhadas para favorecer companhias previamente selecionadas pelo grupo.

Os dados levantados até o momento apontam que uma das empresas sob suspeita movimentou cerca de R$ 290 milhões. Segundo as autoridades, há fortes indícios de que esses valores tenham sido utilizados em operações de lavagem de dinheiro e no repasse de propinas a agentes públicos.

Impacto financeiro em múltiplos Estados

O alcance do grupo investigado ultrapassa as fronteiras do Ceará. De acordo com o levantamento da CGU e da PF, cinco empresas ligadas à organização mantinham contratos ativos com mais de 30 municípios distribuídos entre os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí.

O montante de dinheiro público envolvido nos contratos dessas empresas supera a marca de R$ 47 milhões, sendo aproximadamente R$ 15 milhões provenientes de verbas federais e cerca de R$ 32 milhões oriundos de cofres de órgãos públicos diversos.

Os envolvidos na Operação Kingdom poderão responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Com informações da Revista Oeste