PGR defende manutenção de tornozeleira eletrônica de investigada por fraudes no INSS

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PGR opina pela manutenção de tornozeleira eletrônica de investigada por fraudes no INSS

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contrária ao pedido da defesa de Roberta Luchsinger para a retirada de sua tornozeleira eletrônica. A empresária, que possui laços de proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é alvo de investigações que apuram crimes de lavagem de dinheiro.

O parecer foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Filho. No documento, o integrante do Ministério Público Federal argumenta que os fundamentos que levaram à imposição das medidas cautelares permanecem válidos. Segundo a PGR, a manutenção do monitoramento eletrônico é essencial para a garantia da ordem pública e para assegurar a integridade da instrução penal no caso em questão.

Conexões com a Operação Sem Desconto

Roberta Luchsinger é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, iniciativa da Polícia Federal que apura um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As autoridades policiais apontam que a empresária mantinha uma sociedade de fato com Antonio Carlos Camilo Antunes, identificado nas investigações como Careca do INSS. Ela é suspeita de ter auxiliado o grupo na prática de lavagem de dinheiro.

Relatórios da Polícia Federal indicam que a investigada exerceria uma influência política relevante. De acordo com os investigadores, Roberta teria trânsito em instâncias de poder, o que poderia ser utilizado para interferir em decisões e favorecer os interesses do grupo criminoso. O vice-procurador-geral reforçou em seu despacho que o risco de reiteração delitiva e a possibilidade de ocultação de provas justificam a continuidade do uso do equipamento de monitoramento.

Antecedentes e vínculos políticos

A empresária, que é ex-candidata a deputada estadual pelo PT e herdeira de um banqueiro suíço, tornou-se alvo de busca e apreensão em dezembro do ano passado. A medida foi motivada pela identificação, por parte da Polícia Federal, de pagamentos no valor de R$ 1,5 milhão que teriam sido realizados por Antonio Carlos Camilo Antunes em favor de Roberta.

Roberta Luchsinger ganhou visibilidade nacional em 2017, quando anunciou apoio financeiro ao então ex-presidente Lula após o bloqueio de seus bens determinado pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje senador pelo União Brasil do Paraná. Na ocasião, ela chegou a declarar uma doação pessoal de R$ 500 mil. Em suas redes sociais, a investigada costuma exibir proximidade com a família de Lulinha, referindo-se à esposa do filho do presidente como uma irmã de alma.

Com informações da Revista Oeste