Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Investigação da PF rastreia repasse de R$ 14,2 milhões do grupo Refit para empresa ligada à família de Ciro Nogueira
A Polícia Federal (PF) identificou um repasse de R$ 14,2 milhões proveniente de fundos vinculados ao grupo Refit para uma empresa pertencente à família do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O montante é alvo de apurações que investigam supostos crimes de corrupção e sonegação fiscal envolvendo o conglomerado do setor de combustíveis, comandado pelo empresário Ricardo Magro.
Em resposta à identificação do fluxo financeiro, o senador Ciro Nogueira confirmou a existência da transação. Segundo o parlamentar, o valor refere-se à venda de um terreno destinado à construção de uma distribuidora de combustíveis. Nogueira defendeu a lisura da operação, assegurando que o negócio foi realizado de forma regular e devidamente declarado aos órgãos competentes.
O caso ganhou desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Sem Refino na última semana. A ofensiva da PF focou no ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e resultou na expedição de um mandado de prisão contra Ricardo Magro. Atualmente, o empresário encontra-se no exterior e seu nome consta na lista de foragidos da Interpol.
Dados da Receita Federal apontam que o grupo controlado por Magro é considerado o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com débitos que superam a marca de R$ 26 bilhões. A investigação conduzida pela PF busca esclarecer suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação de ICMS e fraudes estruturadas no setor de combustíveis.
Detalhamento das apurações
No decorrer das diligências, a PF analisou a contabilidade de diversas empresas e fundos associados à Refit. Entre as entidades investigadas está a Athena, empresa detentora de imóveis que, conforme a suspeita dos investigadores, operaria como braço do conglomerado de Ricardo Magro.
Relatórios da investigação indicam que a Athena recebeu aportes de fundos ligados ao grupo e, na sequência, realizou a transferência de R$ 14,2 milhões para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. Conforme a análise técnica realizada pela polícia, os registros contábeis não apresentam justificativa ou detalhes sobre a natureza da transação financeira.
Embora a empresa carregue o nome do parlamentar, Ciro Nogueira não figura atualmente no quadro societário, que é controlado por seus familiares. O senador pontuou que, à época da negociação em 2024, detinha apenas 1% de participação na firma.
Além do repasse milionário, a PF detectou o envio de R$ 1,3 milhão por uma empresa vinculada à Refit para Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro. Ele atuou como secretário-executivo da Casa Civil durante o período em que Ciro Nogueira esteve à frente do ministério. Como parte da Operação Sem Refino, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário.
Com informações da Revista Oeste


