Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Rodrigo Pacheco anuncia saída da vida pública ao fim de seu mandato no Senado
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira, 29, que planeja encerrar sua trajetória política ao concluir seu atual mandato no Senado Federal, em 2026. Durante sua participação no seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo, o parlamentar afastou qualquer possibilidade de concorrer ao governo de Minas Gerais ou de integrar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Pacheco descreveu a decisão como o fechamento de um ciclo e afirmou sentir o dever cumprido. Segundo o senador, a escolha de deixar a vida pública foi planejada e reflete um desapego ao exercício do poder.
Cenário eleitoral em Minas Gerais
Embora tenha confirmado que não será candidato ao governo mineiro, o senador evitou antecipar apoios para o pleito. Ao comentar sobre o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e nome próximo aos primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Pacheco o classificou como um bom nome, mas ressaltou que as definições partidárias ocorrerão no momento oportuno.
A ausência de Pacheco na disputa estadual movimenta as articulações dos aliados do governo federal em Minas Gerais. Entre os nomes ventilados para a sucessão estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), além do próprio Josué Gomes.
Esclarecimentos sobre o STF e trajetória partidária
O senador também aproveitou a ocasião para negar qualquer interferência na indicação de nomes para o Supremo Tribunal Federal. Ele rechaçou ter articulado contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, e afirmou que sempre manteve uma postura de respeito às escolhas feitas pela Presidência da República, posicionando-se como um personagem involuntário em especulações sobre o tema.
Rodrigo Pacheco, que em abril deste ano oficializou sua migração do PSD para o PSB, mantém agora o foco na conclusão de seu mandato legislativo. Na ocasião de sua troca de legenda, o parlamentar já havia evitado confirmar planos para o governo mineiro, embora tenha manifestado apreço pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também filiado ao PSB.


