STJ corta penduricalhos e reduz salário do ministro Marco Buzzi em 65

Crédito da imagem: Ilustração

STJ reduz salário de ministro Marco Buzzi em 65% após corte de penduricalhos

O ministro Marco Buzzi, que está afastado de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sofreu uma redução drástica em seus vencimentos mensais. Três meses após o início de seu afastamento, motivado por investigações de suposto assédio sexual, o magistrado teve o pagamento de valores adicionais, conhecidos como penduricalhos, cortado pela corte.

Com a medida, o salário líquido do ministro, que girava em torno de R$ 100 mil, caiu para R$ 35,1 mil em maio, representando uma diminuição de 65%. De acordo com os registros oficiais, o magistrado segue recebendo o subsídio base de R$ 44 mil, além de R$ 16,4 mil referentes a vantagens pessoais.

Adequação às normas do CNJ

A decisão administrativa de realizar o corte foi tomada após a repercussão, em abril, de que Buzzi continuava recebendo a remuneração integral de quando estava na ativa. O pagamento estava em desacordo com uma norma estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2024, que determina a suspensão de adicionais dessa natureza para magistrados afastados de suas atividades.

Além do impacto financeiro, a situação do ministro é acompanhada por instâncias superiores e internas. O STJ instaurou um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta de Buzzi. Paralelamente, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar as denúncias contra o magistrado.

Defesa nega acusações

Em resposta aos questionamentos sobre o caso, a assessoria jurídica do ministro Marco Buzzi afirmou que a instrução do processo demonstrará a inocência do magistrado. A defesa argumenta que as acusações são unilaterais e que o andamento processual servirá para fragilizá-las.

Os representantes de Buzzi destacaram ainda que, em respeito ao devido processo legal e à busca pela verdade dos fatos, é necessário que o depoimento da suposta vítima seja corroborado por provas consistentes.

Perfil e trajetória dos colunistas e analistas

Abaixo, apresentamos um levantamento detalhado sobre a trajetória profissional e a atuação pública dos nomes que compõem o quadro de colaboradores e analistas do debate político contemporâneo.

J. R. Guzzo

Jornalista com vasta experiência, foi um dos fundadores da revista Veja, publicação que dirigiu por quinze anos a partir de 1976. Sob sua gestão, a circulação semanal saltou de 175 mil para 1 milhão de exemplares. Com passagens como correspondente em Paris e Nova York, cobriu a Guerra do Vietnã e acompanhou a histórica visita do presidente Richard Nixon à China, em 1972. Também foi responsável pela criação da revista Exame e atualmente colabora com o Estado de S. Paulo e a Gazeta do Povo.

Augusto Nunes

Com carreira consolidada no comando de redações, foi redator-chefe da revista Veja e diretor de redação de veículos como Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo, Zero Hora e revista Época. Apresentou o programa Roda Viva, da TV Cultura, durante oito anos. É autor de obras como Minha Razão de Viver — Memórias de Samuel Wainer e A Esperança Estilhaçada — Crônica da Crise que Abalou o PT. Foi um dos jornalistas entrevistados para o livro Eles Mudaram a Imprensa, da Fundação Getulio Vargas.

Ana Paula Henkel

Ex-atleta de alto rendimento, defendeu a Seleção Brasileira de Voleibol e participou de quatro edições dos Jogos Olímpicos, conquistando a medalha de bronze em Atlanta (1996) no vôlei de quadra. É bicampeã mundial de vôlei de praia. Atualmente, atua como arquiteta, analista política e pesquisadora associada do Instituto Ronald Reagan. Residente em Los Angeles, cursa Ciência Política na UCLA e é uma voz reconhecida no pensamento liberal-conservador.

Guilherme Fiuza

Escritor e jornalista carioca, possui uma trajetória que inclui a dramaturgia, o roteiro de televisão e a análise política. Entre suas obras publicadas, destacam-se títulos como Manual do Covarde (2018), O Império do Oprimido (2016), 3.000 Dias no Bunker (2006) e Meu Nome Não É Johnny (2004).

Rodrigo Constantino

Economista de orientação liberal-conservadora, é autor do best-seller Esquerda Caviar, publicado pela Editora Record.

Alexandre Garcia

Jornalista com trajetória marcada por passagens em grandes grupos de comunicação, incluindo o Grupo Globo, a TV Manchete e a Jovem Pan. Atualmente, é colunista da Gazeta do Povo.

Antonio Cabrera

Veterinário com pós-graduação em produção animal, preside o Grupo Cabrera, voltado ao agronegócio. Exerceu o cargo de ministro da Agricultura e Reforma Agrária durante o governo de Fernando Collor e foi secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo na gestão de Mário Covas. É titular da Sociedade Nacional de Agricultura, cônsul honorário da Espanha e integra diversos conselhos nacionais e internacionais.

Eugênio Esber

Escritor e jornalista com quatro décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul. Dirigiu publicações focadas em economia e cultura e é autor de livros como Um Certo Mr. Elbling e O dragão e o galo. Também atua como colunista no jornal Zero Hora, de Porto Alegre.

Evaristo de Miranda

Pesquisador, ecólogo, engenheiro agrícola e escritor. Possui uma longa trajetória acadêmica e profissional, tendo atuado por mais de 40 anos na Embrapa.

Flávio Gordon

Antropólogo e autor da obra A Corrupção da Inteligência. Atua como colunista na Gazeta do Povo.

Roberto Motta

Analista e comentarista que integra o debate político atual.

Investigações sobre Banco Master apontam pagamentos milionários e alcance nacional

O Banco Master está no centro de uma série de apurações que envolvem fundos de pensão em quatro Estados brasileiros. As investigações buscam esclarecer irregularidades em operações financeiras e possíveis esquemas de intermediação que teriam causado prejuízos a órgãos previdenciários regionais.

Pagamentos a lobistas no Rio de Janeiro

Um dos pontos centrais das apurações aponta que o Banco Master teria repassado R$ 22 milhões a um lobista. O valor seria referente à intermediação de negócios junto ao Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. O caso é acompanhado de perto por órgãos de controle, que analisam a natureza dos contratos e a legalidade das transações realizadas entre a instituição financeira e o ente público.

Impacto em fundos de pensão estaduais

Além do caso envolvendo o Rio de Janeiro, a atuação do Banco Master é alvo de investigação em outros três Estados. A suspeita é de que a instituição, que enfrentava uma acentuada crise de liquidez, tenha exposto fundos de pensão a riscos elevados. Um exemplo citado nas apurações envolve a Amazonprev, onde o risco de prejuízo financeiro teria atingido a marca de R$ 50 milhões, elevando a preocupação das autoridades sobre a gestão dos recursos previdenciários e a governança das entidades envolvidas.

Legislativo fluminense debate novas normas

Em paralelo às investigações no setor financeiro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei com impacto direto na administração pública local. A medida torna obrigatória a instalação de um terceiro banheiro em prédios e estabelecimentos, gerando debates sobre as normas de infraestrutura e acessibilidade no âmbito estadual.

Magno Malta recorre ao CNJ contra condenação de pais por ensino domiciliar

O senador Magno Malta acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para contestar uma decisão judicial que condenou um casal pela prática de ensino domiciliar, o chamado homeschooling. O parlamentar busca reverter o entendimento que penalizou a família, levantando debates sobre a liberdade educacional e a atuação do Judiciário em casos envolvendo a modalidade de ensino fora das escolas tradicionais.

Ministro da Justiça presta esclarecimentos na Câmara sobre o caso Ramagem

O titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública compareceu à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, para depor sobre os desdobramentos do caso Ramagem. A audiência, realizada sob forte expectativa política, focou nos esclarecimentos prestados pelo chefe da pasta sobre as investigações em curso e a atuação das forças de segurança sob sua gestão.

Operação Sem Desconto: PF apreende valores em espécie em fraude ao INSS

Em nova fase da Operação Sem Desconto, agentes da Polícia Federal localizaram maços de dinheiro durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. A investigação apura um esquema de desvios e fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), evidenciando a dimensão dos prejuízos causados aos cofres públicos pelo grupo criminoso alvo da ação.

Fux mantém voto contrário a alterações na Lei da Ficha Limpa

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia em julgamento que analisa possíveis mudanças na Lei da Ficha Limpa. Com o posicionamento, o magistrado reafirma a manutenção dos critérios atuais de inelegibilidade, reforçando a jurisprudência da Corte sobre a aplicação da norma que impede a candidatura de políticos condenados em órgãos colegiados.

Comissão especial delibera sobre o fim da escala de trabalho 6×1

A comissão especial responsável pela análise da proposta que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 realiza, nesta terça-feira, uma votação decisiva. O tema, que gera intenso debate entre representantes do setor produtivo, parlamentares e centrais sindicais, chega a uma etapa crucial para definir o futuro das jornadas laborais no país.