Zanin pede vista e suspende julgamento sobre escolas cívico militares de São

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Zanin pede vista e suspende julgamento sobre escolas cívico-militares em São Paulo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou vista nesta terça-feira, 26, interrompendo a análise sobre a legalidade do modelo de escolas cívico-militares implementado pelo governo de São Paulo. Com a decisão, o julgamento, que ocorria em plenário virtual, fica paralisado por um período de até 90 dias.

A votação, iniciada em 22 de maio, tinha previsão de término para a próxima sexta-feira, 29. Até o momento, apenas o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, havia apresentado seu posicionamento. O magistrado votou pela validade da iniciativa do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), embora tenha imposto uma série de restrições constitucionais para o funcionamento do programa.

Limites ao modelo cívico-militar

A discussão no STF ocorre a partir de duas ações diretas de inconstitucionalidade movidas pelo PT e pelo Psol. As legendas argumentam que o projeto promove uma indevida militarização das unidades de ensino. Em seu voto, Gilmar Mendes ressaltou a natureza civil das instituições, pontuando que estas não se confundem com colégios militares e, por isso, devem observar limites claros na atuação de agentes das forças de segurança.

Entre as diretrizes estabelecidas pelo relator, destacam-se os seguintes pontos:

  • Restrição de funções: A atuação dos policiais militares deve ser limitada a tarefas organizacionais, de segurança e atividades extracurriculares.
  • Vedação pedagógica: Militares estão proibidos de exercer atividades de docência ou de participar da gestão administrativa e pedagógica das escolas.
  • Símbolos e ritos: O ministro determinou que não é permitido o uso de hinos ou símbolos típicos de instituições militares no ambiente escolar.
  • Autonomia orçamentária: O orçamento destinado à educação não pode ser utilizado para custear as despesas dos policiais militares envolvidos no programa.

O pedido de vista de Cristiano Zanin suspende a análise dessas diretrizes e a decisão definitiva sobre a constitucionalidade do modelo paulista até que o magistrado devolva o processo para a retomada do julgamento pelos demais ministros da Corte.

Perfil dos Colunistas e Analistas do Cenário Político

O debate público brasileiro conta com a participação de diversos profissionais que atuam na análise política, no jornalismo e na pesquisa acadêmica. Abaixo, apresentamos o perfil dos nomes que compõem o quadro de colaboradores e colunistas que discutem temas de relevância nacional.

J. R. Guzzo é jornalista e integrou o Conselho Editorial da publicação. Com trajetória marcada pela direção da revista Veja por 15 anos, a partir de 1976, participou de coberturas internacionais como a Guerra do Vietnã e a visita de Richard Nixon à China em 1972. É criador da revista Exame e escreve para veículos como o Estado de S. Paulo e a Gazeta do Povo.

Augusto Nunes possui longa carreira no jornalismo brasileiro, tendo atuado como redator-chefe da revista Veja e diretor de redação em veículos como Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo, Zero Hora e revista Época. Foi apresentador do programa Roda Viva por oito anos e é autor de obras como Minha Razão de Viver — Memórias de Samuel Wainer e A Esperança Estilhaçada — Crônica da Crise que Abalou o PT.

Ana Paula Henkel é ex-atleta da Seleção Brasileira de Voleibol, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e bicampeã mundial de vôlei de praia. Atualmente, atua como arquiteta, analista política e pesquisadora associada do Instituto Ronald Reagan. Residente em Los Angeles, cursa Ciência Política na UCLA e é uma voz frequente no pensamento liberal-conservador.

Guilherme Fiuza, jornalista e escritor carioca, é autor de livros como 3.000 Dias no Bunker (2006), O Império do Oprimido (2016) e Manual do Covarde (2018). Além da atuação na escrita, desenvolve trabalhos como roteirista de TV e analista político.

Rodrigo Constantino é economista com viés liberal-conservador e autor da obra Esquerda Caviar.

Alexandre Garcia é colunista com passagens por grandes veículos de comunicação do país, incluindo o Grupo Globo, a TV Manchete e a Jovem Pan.

Antonio Cabrera é médico veterinário, presidente do Grupo Cabrera e atua no setor do agronegócio. Ocupou o cargo de ministro da Agricultura e Reforma Agrária durante o governo Fernando Collor e foi secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo na gestão de Mário Covas. É membro de entidades nacionais e internacionais e cônsul honorário da Espanha.

Eugênio Esber é jornalista e escritor, autor de obras como Um Certo Mr. Elbling e O dragão e o galo. Com quatro décadas de experiência na imprensa gaúcha, dirigiu publicações especializadas em economia e cultura, além de ser colunista no jornal Zero Hora.

Evaristo de Miranda possui trajetória como ecólogo, professor, acadêmico e engenheiro agrícola. O pesquisador dedicou mais de 40 anos de sua carreira à Embrapa.

Flávio Gordon é antropólogo e autor do livro A Corrupção da Inteligência, atuando como colunista em veículos como a Gazeta do Povo.

Roberto Motta compõe o grupo de analistas que contribuem para o debate político contemporâneo.

Destaques da política nacional em 26 de maio de 2026

O cenário político brasileiro registrou movimentações relevantes nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, com foco em declarações do Poder Executivo, articulações parlamentares no exterior e balanços de gestão pública regional.

Presidente Lula comete equívoco sobre escala de trabalho

Durante evento realizado em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um deslize discursivo ao mencionar a jornada de trabalho. Ao abordar o tema, o mandatário referiu-se a uma “escala 6×2”, termo que não corresponde às discussões correntes sobre regimes laborais no país. O episódio ocorreu durante discurso oficial na capital amazonense.

Flávio Bolsonaro articula nos EUA classificação de facções como terroristas

Em agenda realizada na Casa Branca, o senador Flávio Bolsonaro solicitou ao ex-presidente e atual figura central da política norte-americana, Donald Trump, que organizações criminosas brasileiras sejam formalmente classificadas como grupos terroristas. A proposta visa intensificar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, buscando um alinhamento estratégico para o enfrentamento de facções que operam no Brasil.

Celina Leão avalia situação financeira do BRB

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, manifestou otimismo quanto à recuperação do Banco de Brasília (BRB). Segundo a gestora, a instituição financeira começa a superar um período de instabilidade severa, indicando que as medidas de ajuste adotadas pela administração pública local estariam surtindo os efeitos esperados para a estabilização do banco estatal.

Perfil dos articulistas e analistas

O debate público é qualificado por um corpo de colaboradores com trajetórias distintas em diversas áreas do conhecimento:

  • Roberto Motta: Engenheiro civil pela PUC-RJ e mestre em gestão pela FGV-RJ, é especialista em segurança pública, tendo atuado como secretário executivo do Conselho de Segurança do Estado do Rio de Janeiro em 2018. É autor de obras como “Os Inocentes do Leblon” e “A Construção da Maldade”.
  • Frank Furedi: Sociólogo e professor emérito na Universidade de Kent, na Inglaterra. É reconhecido por suas análises sobre cultura e medo, autor de livros como “How Fear Works”.
  • Jeffrey A. Tucker: Economista norte-americano ligado à Escola Austríaca, autor de “Coletivismo de Direita”.
  • Theodore Dalrymple: Pseudônimo do psiquiatra britânico Anthony Daniels, autor de vasta obra sobre cultura e sociedade, incluindo “A Vida na Sarjeta”.
  • Adalberto Piotto: Jornalista e documentarista com passagens por grandes emissoras de rádio, como CBN e Jovem Pan.
  • Flavio Morgenstern: Analista político e escritor, autor de “Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs”.
  • Ubiratan Jorge Iorio: Economista e professor da UERJ, é uma das referências brasileiras da Escola Austríaca de economia.

Destaques da política nacional: decisões judiciais e movimentações em Brasília

O cenário político brasileiro registrou movimentações intensas nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, com desdobramentos que envolvem o Poder Judiciário, articulações no Congresso e estratégias eleitorais de diferentes correntes partidárias.

Presidente da Fiesp manifesta resistência à proposta da escala 6×1

Em coletiva de imprensa realizada após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) expressou críticas contundentes à proposta de alteração na jornada de trabalho, especificamente sobre o fim da escala 6×1. O posicionamento reforça o debate entre setores produtivos e as mudanças legislativas em pauta no Legislativo.

STF veta aposentadoria para magistrados condenados

Em uma decisão de impacto institucional, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o fim do benefício de aposentadoria para juízes que venham a ser condenados por crimes graves. A medida altera o tratamento jurídico dado a magistrados em processos criminais, estabelecendo um novo rigor para a categoria.

PT investe em estratégia digital contra Flávio Bolsonaro

Dados sobre gastos políticos revelam que o Partido dos Trabalhadores (PT) destinou mais de R$ 500 mil para impulsionar publicações em redes sociais com foco em críticas ao senador Flávio Bolsonaro. O montante reflete o investimento das siglas em campanhas de marketing digital voltadas ao embate político direto.

Flávio Bolsonaro cumpre agenda nos EUA

Ainda no espectro da oposição, o senador Flávio Bolsonaro realizou uma reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro integra uma série de movimentações internacionais de lideranças políticas brasileiras.

Ex-presidente Bolsonaro solicita autorização ao STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitando autorização para receber em sua residência uma funcionária de cartório. O requerimento está sob análise do magistrado, que detém a relatoria dos processos que envolvem o ex-mandatário.