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ACM Neto adota cautela sobre investigações envolvendo Jaques Wagner e Banco Master
Principal nome da oposição ao Partido dos Trabalhadores na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, do União Brasil, optou pelo silêncio diante da crise que atinge o senador petista Jaques Wagner. O parlamentar, que exerce a função de líder do governo no Senado, tornou-se alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.
A postura reservada de ACM Neto é estratégica. O ex-prefeito já admitiu ter mantido relações financeiras com a mesma instituição bancária, fato que leva integrantes do União Brasil a temerem que o dirigente também se torne alvo de questionamentos e críticas no desenrolar das investigações.
Apesar do impacto da ação policial, a cúpula do PT na Bahia mantém o otimismo quanto ao cenário eleitoral. Membros do partido avaliam que a operação não deve gerar desgaste político para o governador Jerônimo Rodrigues, que se prepara para buscar a reeleição em um embate direto contra ACM Neto. Interlocutores da legenda ressaltam que, embora o governador possua alinhamento político com Jaques Wagner e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ele teria rompido qualquer conexão com interesses ligados ao Banco Master logo no início de sua gestão.
Estratégia petista foca em blindar o governador
Nos bastidores, o entendimento do PT é de que a Operação Compliance Zero mira eventos ocorridos antes do atual governo estadual. Dirigentes petistas enfatizam que Jerônimo Rodrigues não figura como investigado e acreditam que o caso não trará prejuízos à sua imagem pública. A tática visa proteger o governador de eventuais desdobramentos judiciais, garantindo estabilidade para o pleito de 2026, onde a disputa entre o PT e o grupo de ACM Neto deve se intensificar.
Fonte: Revista Oeste


