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Davi Alcolumbre justifica recusa em instalar CPMI do Banco Master e critica uso político
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reforçou nesta terça-feira, 2, sua posição contrária à instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master. Durante a sessão plenária, o parlamentar classificou a insistência de seus pares pela criação do colegiado como uma tentativa de transformar o caso em palanque para disputas eleitorais.
Alcolumbre argumentou que os fatos envolvendo a instituição financeira já são objeto de apuração por órgãos oficiais. Segundo o senador, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário já conduzem as investigações necessárias, o que tornaria a abertura de uma nova frente de apuração no Legislativo desnecessária e motivada por interesses políticos.
O presidente do Senado também manifestou descontentamento com as críticas que recebeu por ter omitido a leitura do requerimento de criação da CPMI durante uma sessão do Congresso anteriormente dedicada a pautas municipais. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter sido alvo de ofensas de colegas que cobravam a formalização do pedido.
De acordo com o relato de Alcolumbre, a sessão em questão tinha como objetivo central auxiliar cerca de 5 mil prefeitos, mas acabou sendo desviada para o debate sobre o Banco Master. O senador reiterou que o objetivo de quem pressiona pela CPMI não é realizar um rigoroso processo de fiscalização, mas sim obter capital político em meio ao clima eleitoral.
A polêmica em torno da comissão ganhou força em 21 de maio, durante sessão conjunta do Congresso, quando parlamentares da oposição pressionaram a Mesa Diretora pela formalização da CPMI. Naquele momento, mais de dez congressistas apresentaram questões de ordem, sustentando que o requerimento já preenchia os requisitos constitucionais e o número mínimo de assinaturas exigido por lei.
Alcolumbre, contudo, negou os pedidos sob o argumento de que a leitura de requerimentos é uma prerrogativa da presidência. Ele defendeu que o ato de pautar tais matérias é discricionário e cabe exclusivamente à Mesa Diretora do Congresso Nacional decidir o momento adequado para a tramitação.
Fonte: Revista Oeste


