Colecionador brasileiro guarda ingressos de 21 Copas e relíquia assinada por Pelé

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

O museu particular de Sonaldo Vital: uma vida dedicada a colecionar a história das Copas

Guardar o canhoto de um ingresso após um jogo marcante é um ritual sagrado para muitos torcedores, mas para o engenheiro paraibano Sonaldo Vital, de 39 anos, essa prática evoluiu para uma missão de vida. Radicado em Salvador desde 2009, ele construiu um acervo monumental que preserva a memória das Copas do Mundo, abrangendo de 1930 a 2022, além de itens raros ligados a lendas do esporte.

A paixão de Sonaldo pelo colecionismo tem raízes familiares. Ele herdou o gosto por preservar objetos de seu pai e de seu avô, que chegou a manter um museu no interior da Paraíba, na cidade de Juazeirinho. Inicialmente, seu foco eram itens como moedas, cédulas e figurinhas, antes de migrar para o universo do futebol.

A transição para o futebol começou com o Flamengo, seu clube do coração. No entanto, o destino mudou em 2006, quando recebeu de presente de um amigo ingressos de partidas da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo daquele ano. O ponto de virada definitivo ocorreu em 2014, quando Sonaldo acompanhou cinco jogos em Salvador e um em Brasília. A partir dali, decidiu reunir todos os 64 ingressos daquela edição sediada no Brasil.

O objetivo do colecionador é ambicioso: ter um bilhete de cada partida de todas as Copas desde 1958. Tenho ingressos de 1930 até 2022, com exceção apenas da edição de 1934, revela.

Relíquias e autógrafos de lendas

Entre as peças mais valiosas de seu acervo, destaca-se uma medalha de campeão mundial conquistada por um membro da Seleção Brasileira em 1994. Já no quesito ingressos, o item de maior prestígio é o bilhete da final de 1958, na Suécia, que conta com as assinaturas de astros como Pelé, Zagallo, Mazzola e Pepe.

A partir de 2016, Sonaldo intensificou sua busca por autógrafos de jogadores que marcaram gols ou foram campeões mundiais. O processo começou com nomes como Ricardo Rocha e Carlos Alberto Torres, mas logo expandiu fronteiras. Sua coleção hoje inclui rubricas de estrelas internacionais, como o português Deco, o italiano Paolo Rossi e o alemão Andreas Brehme, autor do gol decisivo na final de 1990.

Tudo isso remete à sua primeira lembrança vívida de um Mundial, a edição de 1994, quando tinha cerca de sete anos. O título nos Estados Unidos despertou uma devoção que perdura por mais de três décadas, superando até mesmo a tristeza pela derrota na final de 1998. Agora, o colecionador já projeta novos capítulos para seu acervo durante a Copa do Mundo de 2026.

A trajetória imortal de Pelé nos gramados

Edson Arantes do Nascimento, mundialmente reconhecido como Pelé, consolidou seu nome na história do esporte como o maior símbolo do futebol. O atleta, que transformou a maneira como o mundo enxerga a modalidade, permanece como a principal referência técnica e histórica de todas as Copas do Mundo.

O legado do Rei do Futebol

A carreira de Pelé é marcada por feitos que ultrapassam as quatro linhas. Sua habilidade singular e visão de jogo permitiram que ele alcançasse marcas que, até hoje, servem como parâmetro de excelência para os jogadores que buscam o topo do futebol mundial.

Principais pontos da carreira

  • Protagonismo absoluto em conquistas de mundiais.
  • Domínio técnico e físico que revolucionou o ataque.
  • Impacto cultural e social através do futebol.

Mesmo após décadas de suas atuações mais emblemáticas, o legado de Pelé continua sendo estudado e celebrado. Sua influência transcende as estatísticas, representando a própria essência do futebol arte e a busca constante pela perfeição dentro das competições da FIFA.