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A maturidade como trunfo: Pascal Gross é a aposta experiente da Alemanha na Copa do Mundo
Enquanto muitos dos holofotes desta Copa do Mundo se voltam para as promessas de 17 ou 19 anos, a seleção alemã carrega em seu elenco um nome que desafia a lógica do calendário. Aos 34 anos, o meio-campista Pascal Gross vive o auge de sua trajetória profissional, consolidando-se como uma peça de destaque na equipe tetracampeã mundial.
O jogador, que só teve sua primeira oportunidade na seleção principal aos 32 anos, encara o Mundial com a energia de um estreante. A marca de 35 anos será celebrada pelo atleta na próxima segunda-feira, dia 15, apenas 24 horas após o desafio de estreia da Alemanha contra Curaçao, marcado para este domingo, às 14h (de Brasília), em Houston.
Consistência acima da idade
Para Gross, o número em sua certidão de nascimento nunca foi um limitador. O meia, que construiu uma carreira sólida na Premier League, reforça que sua preparação física e estilo de jogo não sofreram alterações drásticas após os 30 anos. “Estar aqui prova que o trabalho duro e a consistência valem a pena, não importa quando aconteça”, afirmou o jogador em 2023, logo após receber sua primeira convocação.
No Brighton, clube inglês onde atua, o atleta ganhou a alcunha de “Lampard alemão”. A comparação, feita pela imprensa britânica, deve-se à sua capacidade técnica cirúrgica de infiltrar na área adversária vindo de trás, um atributo que o tornou decisivo em gols e assistências, especialmente a partir da temporada 2022/2023.
O “nerd” tático a serviço da seleção
Além da habilidade com a bola nos pés, Gross se diferencia por sua mentalidade analítica. O jogador é um entusiasta de dados, estatísticas e tecnologia aplicada ao futebol. Para ele, o uso inteligente de informações permite ganhar frações de segundo cruciais dentro das quatro linhas, otimizando seu posicionamento conforme as orientações da comissão técnica.
Essa faceta de “estudioso do jogo” fez dele o parceiro ideal para treinadores que privilegiam a análise de dados, como Graham Potter, Roberto De Zerbi e o atual comandante da Alemanha, Julian Nagelsmann. Eles enxergam em Gross um verdadeiro tradutor de conceitos complexos para a prática em campo.
Trajetória de superação
A trajetória de Gross na seleção teve início em agosto de 2023, sob o comando de Hansi Flick. Após realizar o sonho de atuar pelo Borussia Dortmund, seu clube de coração, o meia tomou uma decisão estratégica: retornou ao Brighton em janeiro de 2026 para assegurar a minutagem necessária e garantir sua vaga na convocação para a Copa do Mundo.
“Sempre foi um sonho de infância defender o meu país, e o fato de isso acontecer agora, em uma idade mais avançada, torna tudo ainda mais especial. Você primeiro tem que acreditar que pode fazer algo antes de realmente conseguir”, concluiu o jogador.
Com essa mentalidade, Pascal Gross chega ao Mundial não apenas como um veterano, mas como um dos pilares de inteligência e estratégia da equipe alemã na busca pelo título.



