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Audiência com Moraes busca prorrogar prisão domiciliar de Bolsonaro após laudos médicos
Os advogados de Jair Bolsonaro agendaram uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apresentar relatórios clínicos que destacam a necessidade de acompanhamento médico contínuo. Com 90 dias cumpridos no regime domiciliar desde 25 de junho, a equipe jurídica busca utilizar os dados médicos como base para justificar a continuidade do benefício.
O processo, que envolve análise dos laudos entregues à Corte, aponta para complicações de saúde que exigem monitoramento constante. A defesa alega que os relatórios reforçam o direito ao regime de prisão em casa, evitando contestações sobre sua aplicabilidade.
As medidas cautelares impostas pelo STF são respeitadas pela equipe de Bolsonaro, segundo informado em documentos oficiais. O ex-presidente atingiu a marca de 90 dias no regime desde o início da investigação, mas a renovação automática do benefício foi suspensa após uma nova circunstância.
Apreensão de arma altera dinâmica do processo
O ministro Alexandre de Moraes interrompeu a prorrogação automática da prisão domiciliar após a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro. O magistrado solicitou uma análise prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não emitiu parecer sobre o caso.
A PGR informou que aguardará o encerramento do inquérito policial pela Polícia Civil antes de se posicionar. A defesa, por sua vez, nega a existência de infrações graves e espera que Moraes confirme a continuidade do regime domiciliar após conversas com a equipe jurídica.
A decisão final do ministro está pendente e depende da conclusão das investigações e da análise dos laudos clínicos apresentados na audiência marcada para breve.
Com informações da Revista Oeste


