Defesa pede mais tempo a Moraes para reuniões antes do depoimento

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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a suspensão da restrição temporal para audiências com o ex-presidente. A equipe jurídica busca preparar Bolsonaro para um depoimento sobre uma arma registrada em seu nome, que foi apreendida durante uma operação policial. O objeto foi encontrado em posse de um integrante da sua segurança pessoal.

Depoimento presencial e prazo de prisão domiciliar

Bolsonaro está sob prisão domiciliar humanitária e completa 90 dias de alta hospitalar no DF Star nesta quinta-feira, 25. Ele comparecerá à Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira, 23, para prestar depoimento presencialmente.

“Essa medida é essencial para garantir o direito à defesa, permitindo a comunicação adequada entre o acusado e seus advogados antes da realização do interrogatório”, afirma a petição apresentada pela defesa.

Origem da investigação: arma em posse de segurança

A apuração se iniciou após uma blitz policial que resultou na abordagem de um sargento do Gabinete de Segurança Institucional. O militar, responsável pela proteção de Bolsonaro, estava no veículo quando a arma foi encontrada durante a revista.

O próprio sargento declarou, em depoimento, que havia levado a pistola para um reparo e pretendia devolver o objeto ao ex-presidente no dia seguinte. A Polícia Civil investiga a origem e o destino do armamento.

Decisão de Moraes sobre prisão domiciliar

Na próxima semana, Moraes deve analisar se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar após o término do prazo de 90 dias ou se retornará à cela. Em sua decisão anterior, que autorizou a liberdade sob vigilância, o ministro destacou a necessidade de reavaliar “os critérios para manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com uma perícia médica, caso seja necessário”.

Fonte: Revista Oeste