
Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Delação de Daniel Vorcaro nega irregularidades em financiamento de filme sobre Bolsonaro
Uma nova delação apresentada no início de junho por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, sustenta a inexistência de irregularidades no processo de financiamento do longa-metragem Dark Horse, obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações sobre o conteúdo do documento foram confirmadas após repercussão gerada pelo vazamento de diálogos entre o empresário e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A produção do filme tornou-se alvo de atenção pública depois que o site The Intercept divulgou áudios sugerindo que Vorcaro teria destinado aproximadamente R$ 60 milhões para o projeto. Em seu depoimento de colaboração, conforme fontes próximas ao caso, o ex-dono do Banco Master caracteriza a transação como uma relação estritamente republicana, negando a existência de qualquer contrapartida por parte do parlamentar.
O material, que está sob análise da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), detalha os trâmites do aporte financeiro. Em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro esclareceu que os recursos foram integralmente direcionados ao fundo de um advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, destinado exclusivamente à viabilização da obra cinematográfica.
Decisão do TSE suspende pesquisa do instituto Atlas/Intel
A divulgação dos áudios envolvendo Vorcaro e o senador teve reflexos em levantamentos eleitorais. Em 19 de maio, uma pesquisa do instituto Atlas/Intel apontou uma oscilação negativa de seis pontos percentuais para Flávio Bolsonaro em um cenário de disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o levantamento indicou 48,9% para o atual chefe do Executivo contra 41,8% para o senador do PL, utilizando os áudios vazados como estímulo para a avaliação dos entrevistados.
Na segunda-feira, 8, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação da pesquisa e ordenou que o Atlas/Intel retirasse o conteúdo de seus canais oficiais. Em sua decisão, o magistrado apontou indícios de manipulação que teriam comprometido a integridade do levantamento.
Para fundamentar a medida, o ministro Nunes Marques realizou uma análise comparativa com outros 27 levantamentos do mesmo instituto registrados na Corte eleitoral. O magistrado observou que, em nenhum dos casos anteriores, houve a utilização de arquivos de áudio ou questionamentos similares aos aplicados nesta rodada. Segundo o ministro, existem elementos que indicam que a pesquisa pode ter ultrapassado os limites da regular aferição estatística.
Fonte: Revista Oeste


