
Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Encontro no G7 registra falta de interação entre Lula e Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, da cerimônia de registro da foto oficial dos líderes na cúpula do G7, realizada na França. Durante o evento, um momento específico chamou a atenção: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou ao lado do mandatário brasileiro sem realizar qualquer cumprimento ou interação.
Lula compareceu ao encontro na condição de convidado, uma vez que o Brasil não integra o G7, grupo composto por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e União Europeia. A presença do brasileiro foi viabilizada por um convite do presidente francês, Emmanuel Macron. Na disposição para a fotografia oficial, Lula posicionou-se ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, tendo atrás de si a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Contexto de tensões comerciais
A ausência de contato entre os dois chefes de Estado ocorre em um período de instabilidade diplomática entre Brasília e Washington. Recentemente, o governo norte-americano finalizou uma investigação comercial que culminou na proposta de aplicar tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.
Conforme relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o governo americano aponta que o Brasil mantém práticas prejudiciais às empresas dos EUA. O documento elenca preocupações sobre o sistema Pix, diretrizes ambientais, mecanismos de combate à corrupção e a proteção de propriedade intelectual. A medida de sobretaxação está em fase de consulta pública, com previsão de decisão final para o mês de julho.
Críticas ao protecionismo
O governo brasileiro manifestou forte oposição à proposta tarifária, classificando a medida como inaceitável. Antes de seu embarque para a França, diplomatas brasileiros já sinalizavam que Lula utilizaria o espaço na cúpula para contestar o que chamaram de tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Durante sua participação nos debates, o presidente brasileiro adotou um tom crítico ao protecionismo e ao unilateralismo, defendendo a soberania nacional no enfrentamento ao crime transnacional. Lula fez essas declarações enquanto ocupava uma posição oposta à de Donald Trump na mesa de reuniões. A cúpula do G7 serve como foro para o debate de questões centrais da agenda global, incluindo economia, segurança internacional, conflitos armados e mudanças climáticas.
Fonte: Revista Oeste


