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Ex-deputada de Mato Grosso do Sul morre após complicações de infecção generalizada
A ex-membro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (MS), Grazielle Machado, faleceu na madrugada desta quarta-feira, 24, aos 45 anos, em Campo Grande (MS). A ex-parlamentar estava internada no Hospital da Caixa de Assistência aos Servidores de MS há dois dias, após passar mal após uma refeição. As autoridades de saúde investigam a possibilidade de contaminação por salmonella, além de indícios relacionados ao uso de medicamentos.
Filha do deputado estadual Londres Machado (PSDB) e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado, Grazielle deixa três filhos. Em sua trajetória política, foi eleita vereadora de Campo Grande aos 24 anos, ocupando três mandatos consecutivos entre 2005 e 2014. Em 2014, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa com mais de 39 mil votos, tornando-se a mulher mais votada da história do estado.
Formada em Comunicação, Grazielle também atuou como professora e empresária. Nos últimos anos, foi diretora da Revista Ímpar e, em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande, ficando na suplência. Desde janeiro de 2025, exercia o cargo de assessora especial na Casa Civil do governo estadual.
Segundo familiares, a ex-parlamentar apresentou sintomas após uma refeição, sendo levada ao hospital em seguida. O quadro clínico evoluiu rapidamente, e os exames laboratoriais serão fundamentais para confirmar se a salmonela foi a causa da morte.
A salmonelose é uma infecção comum, transmitida por alimentos contaminados como ovos, carnes e produtos mal armazenados. Sintomas típicos incluem diarreia, vômitos, febre e desidratação. Em casos graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea, levando a complicações fatais.
Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2007 e 2020, o Brasil registrou 152 mortes ligadas a surtos de doenças transmitidas por alimentos, além de mais de 22 mil hospitalizações. Milhares de surtos foram notificados no período, reforçando a importância do monitoramento de infecções alimentares como problema de saúde pública.
Com informações da Revista Oeste


